A campanha Grito de Alerta – em defesa da produção e do emprego -, lançada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) com apoio dos trabalhadores, requer uma mobilização política no país, segundo destacou o presidente do Parlamento gaúcho, Alexandre Postal (PMDB), em reunião realizada na noite dessa segunda-feira (19), no Centro de Eventos da Fiergs. O encontro foi promovido pela entidade com a presença de deputados estaduais e federais, além de entidades empresariais e trabalhistas.
Postal mencionou a inovação promovida pelo Grito de Alerta, que une empresários e trabalhadores em favor de uma causa. “Temos de reverter a desindustrialização. Só na área de máquinas, no Brasil, deixamos de produzir 149 mil empregos, num segmento em que os trabalhadores têm potencial econômico alto”, ponderou o chefe do Legislativo rio-grandense.
No dia 26, os empresários e trabalhadores farão uma caminhada na capital gaúcha pelo movimento Grito de Alerta. De acordo com o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, na década de 80 o país era o quinto fabricante de máquinas no mundo e atualmente está na 14ª posição. A pergunta a ser feita, acrescenta, é qual país o Brasil quer ser, o da potência ou o país colônia.
A Abimaq defende mudança da política cambial, diminuição da taxa de juros, diminuição do custo Brasil e eliminação da guerra fiscal, entre outras ações emergenciais. “Temos de ter coragem para tomar as medidas necessárias. É uma janela de oportunidades que o Brasil está tendo e, entre 20 e 30 anos, é possível mudá-lo”, avaliou Aubert Neto. Ele ressaltou ainda como fundamental usar o conhecimento para gerar riqueza. “Hoje 76% das nossas exportações são matéria-prima, commodities”, acrescentou o presidente da Associação.
Participaram ainda o vice-presidente da Abimaq, Ernani Cauduro; o diretor de Ação Política da Abimaq, Germano Rigotto; o presidente da CTB, Guimar Vidor; os deputados estaduais Zilá Breitenbach (PSDB), Alceu Barobosa (PDT), Raul Carrion (PCdoB), João Fischer (PP), Heitor Schuch (PSB), Ernani Polo (PP), Lucas Redecker (PSDB), Mano Changes (PP), Miki Breier (PSB), Gilmar Sossella (PDT), Carlos Gomes (PRB), Aloísio Classmann (PTB), Aldacir Oliboni (PT), Alexandre Lindenmeyer (PT), entre outros que representaram parlamentares e autoridades estaduais. Já entre os deputados federais estavam Renato Molling (PP-RS), Nelson Marchezan Jr (PSDB-RS), Ronaldo Zulke (PT-RS) e Jerônimo Göergen (PP-RS).
Fonte: AL/RS
