Inserido na programação do Fórum Social Temático 2012, ocorreu em Canoas nessa quarta-feira, (25), o Seminário Internacional de Cidades de Periferia – Rede Falp, com o tema “Mudanças Climáticas: O desafio para metrópoles solidárias e sustentáveis”. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adão Villaverde (PT), participou do evento, que contou com a presença do sociólogo português, Boaventura de Souza Santos; dos prefeitos de Canoas, Jairo Jorge; de São Leopoldo, Ary Vanazzi; do secretário estadual de Planejamento e Gestão e Participação Cidadã, João Motta; dentre outras autoridades.
Boaventura foi o principal palestrante do Seminário, que segue até quinta-feira, 26, em Canoas. Na sexta-feira, 27, as discussões serão em São Leopoldo. O seminário reúne mais de mil representantes de municípios do Brasil e de outros países em busca da construção de um novo ponto de vista para o desenvolvimento das cidades, olhando para as periferias e não partindo dos centros das grandes metrópoles.
Villaverde destacou a importância da retomada do significado do que sempre foi discutido e levantado em todas as edições do Fórum Social Mundial desde 2001. “A união entre autoridades locais para superar padrões tecnocratas e burocraticos, que normalmente estão de costas para a sociedade é uma dos pontos fortes de encontros como esse”, disse. Para o parlamentar, esse é um momento fundamental para aprimorar os temas que norteiam o FST e o FSM.
Em nome do governo do Estado, João Motta, reafirmou que o Executivo gaúcho considera a discussão em torno das mudanças climáticas uma necessidade contemporânea, urgente e fundamental. “Temos uma tarefa de responsabilidade perante as questões do mundo. Não são tarefas para amanhã”, pontuou.
Jairo Jorge discorreu sobre a necessidade do trabalho em torno de políticas com uma visão descentralizada dos grandes centos, com foco nas regiões periféricas. “Há novos problemas e novas perguntas que exigem novas respostas e novas soluções. As mudanças climáticas não são para daqui 30 anos ou para as novas gerações. Estamos sentindo os efeitos aqui, no Vale do Sinos, com a estiagem e a mortandade de peixes. Não estamos afetando só as sete maravilhas do mundo, estamos afetando vidas. Vidas que estão nas periferias. Por isso, temos que por na agenda o debate sobre drenagem, resíduos sólidos, entre outros. Em uma visão policêntrica e não mais excluindo as periferias”, falou o prefeito.
Fonte: AL/RS
