O deputado Raul Pont afirmou que a proposta de reajuste feita pelo governo Tarso Genro para o magistério é uma proposta irrecusável para o magistério. O deputado salienta que o sindicato da categoria deveria avaliar também o conjunto das políticas do governo que estão sendo feitas, não criticar apenas que o governo não atingiu o cálculo do piso com o indicador do Fundeb. “Estamos diante de um quadro incomparavelmente favorável ao magistério. Do ponto de vista sindical, se poderia dizer que essa é uma proposta irrecusável, pois concede no projeto que está na Casa 23,5% de reajuste e até o fim de 2014, 76,68%”, disse Pont.
O petista lembrou que a proposta do governo vai representar, até o fim de 2014, um ganho real de 50%, índice muito superior aos praticados nos governos anteriores. “Durante a gestão de Rigotto, o reajuste ficou quase 7% abaixo da inflação e com Yeda foi de 2%. Qual é a categoria hoje do País, do setor privado ou público, que pode considerar ruim uma proposta que garante, em maio de 2012, novembro de 2012 e fevereiro de 2013, no acumulado, 23,5% de reajuste, quando a previsão inflacionária não é superior a 6%”, questiona.
Para Pont, o Cpers Sindicato deveria reconhecer, também, o conjunto das políticas que estão sendo implantadas pelo governo para benefício não só da categoria, mas de toda a sociedade gaúcha. “Qual é o sentido, então, dessa disputa do Cpers? É simplesmente exacerbar a disputa política com o governo? Os próprios professores dizem que, em sua maioria, elegeram o governo, elegeram um projeto político, que não é só para pagar o salário dos funcionários, mas para dar conta, por exemplo, das outras 16 reivindicações feitas pela categoria, que foram aceitas e encaminhadas pelo governo. Além disso, aprovamos recentemente a revalorização do piso regional, agora em curva ascendente. Pensar no conjunto das categorias deve fazer parte da luta política dos sindicatos. Isso também é política, como o conjunto das políticas que estão sendo feitas”, destacou o petista.
Fonte: AL/RS
