“Corte o supérfluo, desconfie das abstrações, deixe a ação falar por si mesmo”. Foi com essas palavras certeiras do poeta e novelista Ezra Pound que o Presidente do Conselho Curador do Instituto Victor Nuno Leal (IVNL), Pedro Gordilho, encerrou, na tarde desta quinta-feira (24), os debates do ‘Colóquio sobre Ética Profissional e a Redação Forense como Ferramenta para Efetividade do Processo’. O tema debatido no último painel do encontro era: “A redação forense como ferramenta para efetividade do processo”.O evento contou com a presença do Presidente da AMB, Nelson Calandra, e foi promovido pela Escola Nacional da Magistratura (ENM), em parceria com a Associação, a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e o Instituto Victor Nunes Leal (IVNL). Cerca de 30 representantes do Judiciário estiveram presentes no auditório do Conselho da Justiça Federal. “É um debate válido até porque a ferramenta de comunicação entre o Judiciário e a sociedade é a linguagem”, observou o Presidente da AMB.Além de Calandra e Pedro Gordilho, compuseram a mesa, o Conselheiro José Guilherme Vasi Werner, do CNJ, a Diretora da Faculdade de Direito da UnB, Ana Frazão, o advogado da OAB, Wagner Rossi e o Coordenador da Justiça Militar da AMB, Edmundo Franca, que elogiou a iniciativa do encontro.Para a Diretora-Adjunta da Justiça Estadual da ENM, Patrícia Cerqueira Oliveira, uma das organizadoras do encontro, o tema está ligado diretamente às atividades do processo, daí o envolvimento das diversas “carreiras Jurídicas” no encontro. “O que se quer nesse processo é a busca de resultados e que sejam adequados ao fim a que se propõem”, disse. “A postura ética, a fundamentação das decisões precisam estar atreladas a uma linguagem acessível, clara e simples”, reforçou.Já o Conselheiro José Guilherme Vasi Werner, do CNJ, defendeu a uniformização da linguagem judiciária. Segundo ele, a padronização não apenas do conteúdo, mas também da forma, como por exemplo, a apresentação de textos com mesmas fontes, é fundamental na comunicação com a sociedade, além de acelerar as atividades dos processos. “Uma das grandes questões da Justiça, hoje, é a tradução simples do raciocínio jurídico. Como passar sua mensagem da forma mais rápida e melhor forma possível”, pontificou.“O evento foi relevante pelos temas abordados. Como se sabe, hoje no Brasil, há uma ausência muito grande de ética. A sociedade cobra muito a ética dos homens públicos. Por outro lado, o Judiciário tem que buscar a simplicidade na hora de se comunicar com o cidadão, um homem do povo”, defendeu Edmundo Franca.
Fonte: AMB
