O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, defendeu ontem a necessidade de uma reforma política estrutural como mecanismo de combate efetivo à corrupção e à lavagem de dinheiro no Pais, durante Reunião Anual da Estratégia Nacional de Controle à Corrupção e a Lavagem de Dinheiro (Enccla), que acontece em Bento Gonçalves (RS).
“Precisamos de uma reforma política que estabeleça o financiamento público de campanha, a fidelidade partidaria, o voto distrital misto e em lista e o final do foro privilegiado ,” afirmou Wedy. “Paralelamente, precisamos intensificar as ações de combate à lavagem de dinheiro e à corrupção, com o trabalho integrado das entidades aqui representadas. A Ajufe tem feito isso no Congresso Nacional e nas decisões dos juizes federais.”
A Ajufe é uma das 60 entidades e órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário, Anualmente o grupo se reúne para definir metas e ações articuladas contra corrupção e lavagem de dinheiro. A Estratégia existe desde 2003 e é coordenada pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça.
A reunião de encerramento teve a participação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que falou da intrínseca relação da corrupção com o crime organizado e com a exclusão social. Também participaram das discussões o ministro Gilson Dipp, do STJ, e os magistrados federais Fausto De Sanctis, Salise Monteiro e André Prado de Vasconcellos.
A reunião anual começou na terça-feira. Os trabalhos terminam hoje, com a plenária que vai escolher, entre as propostas apresentadas durante os três dias de discussão, as que serão adotadas como metas para 2012.
Fonte: AJUFE
