O Programa de Desenvolvimento Gerencial 2010 – Gestão em Tela apresentou nesta tarde (8/6) o filme ?Se meu apartamento falasse?, de Billy Wilder. A abertura foi feita pelo presidente da corte, desembargador federal Vilson Darós.
Após a exibição, foi feito um debate abordando os temas ?trabalho e vida privada?. Os debatedores convidados foram Juarez Guedes Cruz, médico e psicanalista, e Antônio Tigre, vice-presidente de Gestão e Pessoas do Grupo RBS, mediados pelo diretor de cinema Jorge Furtado.
A discussão abordou assuntos como o limite entre o trabalho e a vida privada, o tipo de relação que um funcionário pode ter com a chefia fora da instituição, o quanto as relações pessoais são determinantes para a carreira e o quanto deve-se abrir mãos de aspectos da vida privada em prol do trabalho.
Antônio Tigre entende que a vida deve ser uma só, e que as esferas profissional, privada e social acabam muitas vezes se misturando. Para Tigre, o mal está em relacionar-se estritamente visando a obter vantagens. Tigre acredita que a vida deva ser uma soma de experiências e que o trabalho não pode ser visto como um fragmento desinteressante dela, visto que ocupa de seis a oito horas do dia.
Juarez Cruz viu o filme como uma história de solidão, na qual o tráfico de interesses apenas esconde uma questão maior, que é a vida vazia e desprovida de sentido dos personagens. A questão é até que ponto se usa a ambição e a busca de status para substituir relações verdadeiras de amor.
Tigre falou ainda sobre um novo perfil nas organizações. Segundo ele, a nova geração, conhecida como ?Geração Y?, é menos leal às chefias e mais comprometida com o objetivo do trabalho. Os novos empregados são capazes de grande produção quando encontram sentido no que fazem, o que se diferencia da geração anterior, ainda muito preocupada com a opinião e a relação com as chefias.
Cinesta Furtado (E) mediou o debate entre Cruz (C) e Tigre
Fonte: TRF4
