O senador Osmar Dias (PDT-PR) subiu à tribuna nesta terça-feira (8) para defender o time Coritiba, do Paraná, de análises da mídia sobre a violência ocorrida após o jogo que disputou com o Fluminense, no último domingo (6), no estádio Couto Pereira, em Curitiba. O empate de 1 a 1 rebaixou o time paranaense e foi seguido de uma invasão do campo, brigas e quebra-quebras. Segundo ele, a “generalização” não é justa com o estado do Paraná, pois as cenas de violência e vandalismo teriam sido praticadas por “pessoas desgarradas de cidadania, que, devem ser “rigorosamente punidas” e fariam isso “num bar, numa rua, fariam aquilo numa quermesse de igreja, fariam aquilo em qualquer ambiente”.
– Não podemos permitir que se manche o nome de uma instituição que tem cem anos de existência porque alguns aloprados foram lá e promover a bagunça e a confusão. Foram lá para se exibir e querer transformar em guerra uma praça de esportes, atacando a polícia – afirmou Osmar Dias.
Para o senador, também não se pode culpar a Polícia Militar pelo episódio, afirmando-se que a instituição estava despreparada para enfrentar os vândalos.
– Será que a gente precisa por um exército no campo do Coritiba, do Atlético, do Flamengo, do Corinthians para assistir a um jogo de futebol? Assim, é porque a coisa está perdida. A polícia estava lá para oferecer um mínimo de segurança. Não podemos de jeito nenhum culpá-la, pois ninguém pode entender como aquelas pessoas foram lá para destruir o patrimônio de um clube, arremessar placas e bancos em direção à polícia como se ela tivesse culpa de o time ter empatado e ter sido rebaixado para a segunda divisão – reclamou Osmar Dias.
O senador disse ainda que as pessoas responsáveis pelas cenas de violência cometeram um crime.
– Aquele grupo de pessoas tem que ser identificado um por um e a Justiça tem que ser ágil em puni-los – afirmou.
Em aparte, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) afirmou que é preciso implantar a “tolerância zero para a violência no esporte”. Flávio Arns (PSDB-PR) disse que as cenas de violência têm acontecido não só no Paraná, mas no Brasil inteiro.
Fonte: Senado