Da Redação
Ao manifestar solidariedade, nesta segunda-feira (14), às famílias das vítimas do naufrágio da embarcação Reis I, que ocorreu no final de semana, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apontou a falta de fiscalização como a principal causa da tragédia. O naufrágio ocorreu durante o Círio Fluvial no Rio Amazonas, realizado entre as cidades de Macapá e Santana.
De acordo com o parlamentar, há décadas que a Capitania dos Portos de Macapá atua de modo precário na fiscalização dos barcos da região, em razão de não contar pessoal e barcos suficientes para atender à demanda local.
Segundo Randolfe, o problema atinge toda a região amazônica que tem nos barcos seu principal meio de locomoção. Ele disse que mesmo tendo sido incluídos no Orçamento da União de 2013 recursos da ordem de R$ 42 milhões para ações relativas à fiscalização da navegação no país, somente R$ 26 milhões desse total foram efetivamente liberados até o momento pelo governo federal.
— Nós só sabemos o significado de contingenciamento quando ele resulta na morte de pessoas como as que ocorreram no último final de semana no Amapá. A ausência de recursos para fiscalização e investimentos resulta concretamente nisso — disse o senador.
Em seu pronunciamento, Randolfe Rodrigues rebateu o argumento, usado por algumas pessoas para justificar a tragédia, segundo o qual o percurso atual do Círio Fluvial seria longo demais, e, por isso, deveria ser encurtado para tornar mais segura a procissão.Para ele, não deve haver restrição na navegação, mas sim o aumento da fiscalização que possibilite a segurança das embarcações.
Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) manifestou seu apoio a Randolfe e solicitou à Mesa o envio de cópia das notas taquigráficas do pronunciamento do parlamentar amapaense à presidente da República Dilma Rousseff e ao ministro dos Transportes, César Borges.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
