A participação do petróleo e do gás natural na matriz energética mundial não vai mudar até 2030, apesar de o consumo mundial de energia elevar-se nesse período em 45%, o que mostra a importância inquestionável do pré-sal
A afirmação foi feita nesta segunda-feira (5) pelo diretor de Produção da Petrobras, Guilherme Estrela, no primeiro painel realizado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) para discutir o marco regulatório do pré-sal.
O encontro também contou com a participação do geólogo e ex-superintendente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Ivan Simões Filho; o professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmar de Almeida; o secretario de Desenvolvimento do Rio de Janeiro, Júlio Bueno; e a advogada Marilda Rosado de Sá.
Consumo
Estrela explicou que a estimativa sobre o consumo mundial de petróleo faz parte de um relatório da Agencia Internacional de Energia (AIE), elaborado em 2006, segundo o qual dos 100 milhões barris de petróleo a serem consumidos pelo mundo em 2030, de 30 a 40 milhões de barris serão provenientes dos campos que se encontram hoje em operação. Esses campos, de acordo com o relatório, registram anualmente um declínio natural de produção em torno de 10%.
– Isso aponta para a dramaticidade e a agudeza do que vai caracterizar a indústria petrolífera mundial nos próximos anos. Essas empresas vão ter que descobrir campo suficiente para produzir de 60 a 70 milhões de barris por dia. Isso configura aimportância fundamental da área de produção e exploração nas próximas décadas para atender a demanda mundial – afirmou.
Fonte: Senado
