Em entrevista coletiva no início da noite desta quarta-feira (16), a diretora de Recursos Humanos do Senado Federal, Doris Marize Romariz Peixoto, informou que a redução dos cargos de chefia representará uma economia para a Casa de 49,74%. Os gastos mensais com essas funções, que hoje chegam a R$ 1,046 milhão, serão reduzidos para R$ 526 mil.
Doris Marize Romariz Peixoto explicou que as 39 diretorias superiores existentes na Casa foram reduzidas para seis. Foram mantidos quatro órgãos de assessoramento (Consultoria, Advocacia, Controle Interno e Centro de Informação e Documentação). As subsecretarias foram reduzidas de 96 para 31, enquanto as chefias operacionais passaram de 456 para 426.
A diretora de RH afirmou que o projeto de reforma administrativa se ateve, em suas linhas gerais, à proposta sugerida ao Senado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), feita a pedido do presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP).
– Não se pode negar que houve respeito às recomendações da Fundação Getúlio Vargas – afirmou a diretora.
Uma jornalista indagou à diretora por que a proposta da FGV previa, inicialmente, 436 funções comissionadas, enquanto na versão final, apresentada nesta quarta-feira, este número atingia 1.229 funções. A diretora explicou que, na estimativa da FGV, não estavam incluídas as 555 funções comissionadas nos gabinetes dos senadores.
A diferença restante, de 238 funções, foi, segundo ela, distribuída entre os diversos órgãos, a partir de necessidades previstas pelos senadores, que apresentaram 250 emendas ao texto da FGV – depois das 1.250 emendas apresentadas pelos servidores da Casa, que foram equalizadas pelo Conselho de Gestão. Cerca de uma centena de funções foram reforçar a atividade fim, na Secretaria Geral da Mesa, e as outras foram redistribuídas por todas as atividades da Casa, reforçando notadamente as atividades que garantem a transparência das decisões tomadas pelo Senado e uma maior efetividade do controle interno.
A diretora de RH destacou o atual sistema de direção descentralizada do Senado, simbolizado no Conselho de Gestão, órgão que tem se reunido para deliberações constantes, depois de 14 anos sem ser utilizado.
Fonte: Senado