26 | 12 | 2012
Retrospectiva 2012: Advocacia capixaba reelege Homero Mafra como presidente da OAB-ES
A advocacia capixaba foi às urnas em novembro e reelegeu Homero Junger Mafra como presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Espírito Santo (OAB-ES). Homero Junger Mafra, à frente da chapa A Voz do Advogado, foi reeleito com recebeu 63,17% dos 7.893 votos apurados em todo o Estado. Os advogados também elegeram as novas diretorias das Subseções.
Em seu primeiro pronunciamento após ser reeleito, Homero Mafra reafirmou seu compromisso com a defesa intransigente dos direitos humanos e das defesas prerrogativas profissionais dos advogados.
O presidente da Seccional destacou também que uma das prioridades na próxima gestão será a busca pela inclusão digital dos advogados.
Outra marca, afirmou, será a transformação da Escola Superior da Advocacia (ESA). “Nós podemos fazer um ensino à distância, podemos permitir que o advogado assista, no seu computador, as aulas da ESA, as palestras, as discussões”, disse.

Homero Mafra destacou, ainda, a atuação predatória dos grandes advogados sobre os jovens advogados, pagando, segundo ele, “migalhas por diligências e atos processuais”. “Nós vamos buscar punir o grande escritório que oferece o preço aviltante. É preciso que isso seja invertido”, ressaltou.
Em relação aos processos éticos-disciplinares, Homero Mafra afirmou: “Vamos manter a mesma tranquilidade que mantivemos até agora, a mesma forma de condução, sem estardalhaço, sem exposição, sem nenhuma interferência do presidente no Tribunal de Ética, que é independente e soberano e a ele me curvo como presidente da Ordem. Se eu não admito que o presidente do Tribunal de Justiça interfira na decisão dos seus juízes, eu não posso admitir que o presidente da Ordem tente interferir na decisão que tome o Tribunal de Ética.” Homero Mafra manifestou sua posição pessoal a favor do fim do sigilo dos processos da Ordem. No entanto, afirmou, “o Estatuto da Ordem, que é lei federal, determina que esses processos tramitem em segredo e nós não quebraremos as regras do Estatuto”.
Fonte: OAB/ES