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30/04/2012 – ALTO PIQUIRI – Distribuidora e dono de posto desativado terão de conter contaminação por combustível

MP-PR consegue liminar na Justiça para responsabilizar empresas por dano ambiental


A Justiça de Alto Piquiri, na região noroeste do Estado, concedeu liminar em ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Paraná, obrigando o dono de um posto desativado e uma distribuidora de combustível a repararem dano ambiental, que vem causando contaminação do lençol freático na região central da cidade. O posto, cujo nome fantasia era São João, foi fechado em 2003. Na época, houve vazamento de combustível dos reservatórios durante o processo de desativação. Até agora, o passivo ambiental não foi solucionado.

A juíza Kléia Bortolotti determinou que, dentro de 45 dias, as empresas Cosan Combustíveis e Lubrificantes S/A (anteriormente denominada de Esso Brasileira de Petróleo Ltda.) e Martins e Cozin Ltda. realizem um diagnóstico técnico, para avaliar o grau de contaminação da área, e que elaborem e executem um “Plano de Remediação e de Monitoramento” do solo, que deverá ser aprovado e acompanhado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a fim de conter a poluição e reduzir seus riscos. Caso descumpram a liminar, as empresas terão de pagar multa de R$ 1 mil reais por dia.

O processo – Na ação, o Ministério Público busca a responsabilização das empresas por danos ambientais. Segundo a promotora de Justiça Melissa Cachoni Rodrigues, em 2004, o IA P constatou a contaminação do subsolo por teores significativos de benzeno e tolueno e, em fevereiro de 2009, o Instituto verificou que havia 21 centímentros de óleo diesel sobre a água do lençol freático. O dano é considerado grave pelo órgão ambiental.

“Além de recuperar o dano ambiental, estamos preocupados com a saúde da população, pois, segundo os estudos técnicos realizados durante a investigação, essas substâncias podem provocar doenças, inclusive o câncer e a metemoglobinemia, conhecida por síndrome do bebê azul. E há um grande risco de que essa água contaminada seja utilizada no abastecimento da cidade porque 5 poços para captação de água subterrânea da SANEPAR encontram-se próximos ao local do dano”, explica a promotora de Justiça.

Laudos técnicos, encaminhados à Promotoria de Alto Piquiri durante as investigações, constataram que os equipamentos utilizados para fornecimento de combustível foram retirados sem prévia autorização do IAP. Além disso, as empresas tentaram descontaminar o solo sem a devida orientação dos órgãos ambientais. Entretanto, a descontaminação não foi efetiva, gerando vários autos de infração contra as empresas.

O Ministério Público já tentou resolver o problema de forma administrativa, sem discutir a questão na Justiça. Propôs um termo de ajustamento de conduta, endossado pelo IAP, para reversão dos danos ambientais. Mas as empresas se negaram a assinar o acordo.

A causa está avaliada em R$ 500 mil reais. O valor tem base no custo aproximado da remediação do dano ambiental produzido, conforme estudos técnicos produzidos ao longo da investigação.

Acesse a íntegra da ação civil pública e a decisão liminar.

Informações para a imprensa com:
Assessoria de Comunicação
Ministério Público do Paraná
(41) 3250-4226 / 4229

Fonte: Site MP/PR

Como citar e referenciar este artigo:
NOTÍCIAS,. 30/04/2012 – ALTO PIQUIRI – Distribuidora e dono de posto desativado terão de conter contaminação por combustível. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2012. Disponível em: https://investidura.com.br/noticias/mppr/30-04-2012-alto-piquiri-distribuidora-e-dono-de-posto-desativado-terao-de-conter-contaminacao-por-combustivel/ Acesso em: 16 mai. 2026
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