
Os promotores relatam que o grupo fazia a segurança de empresas e até de instituições públicas. Entre os contratantes estaria a rede de Farmácia Pague Menos, que sofria com assaltos e furtos. O grupo entrou em ação e passou a assassinar os responsáveis pelos roubos. As vítimas eram mortas nos arredores das lojas da Pague Menos, quando não morriam dentro da própria farmácia.
A investigação dos grupos de extermínio no Ceará só foi possível com a entrada da Polícia Federal no caso, já que os policiais envolvidos dificultavam a apuração. De acordo com a ministra Eliana Calmon, corregedora Nacional de Justiça, a investigação desse tipo de crime sempre é difícil.
O caso a ser julgado na quarta-feira é acompanhado de perto pela Corregedoria Nacional de Justiça por meio do Programa Justiça Plena. Além de solicitar informações sobre o andamento do processo, a Corregedoria oferece apoio aos magistrados e tribunais para dar celeridade ao julgamento. Com o Justiça Plena, a Corregedoria ajuda a remover entraves que estejam atrasando o trâmite normal do processo, explica Eliana Calmon.
Gilson Luiz Euzébio
Agência CNJ de Notícias
Fonte: CNJ
