
Segundo o voto divergente do conselheiro Kravchychyn, o artigo 5º da Constituição Federal garante a gratuidade do registro civil de nascimento para os reconhecidamente pobres, o que considerou direito fundamental. “Os direitos da personalidade de Paternidade e de Filiação não podem ser restringidos aos mais necessitados”, afirmou o conselheiro em seu voto.
O conselheiro citou o programa da Corregedoria Nacional de Justiça “Pai Presente”, que tem como objetivo “sensibilizar e esclarecer a importância de tais documentos”, disse. O programa busca reduzir o número de crianças e adolescentes sem o nome do pai no registro de nascimento.
Averbação – Após formalizar o reconhecimento de paternidade, o pai pode preencher requerimento de averbação e encaminhá-lo ao Cartório de Registro Civil onde a criança foi registrada. Deve anexar ao pedido o traslado da escritura pública ou o instrumento particular.
O requerimento é então analisado pelo Oficial de Registro e encaminha o documento ao Fórum. Caso receba parecer favorável do Promotor de Justiça e a autorização do Juiz Corregedor Permanente, é feita a averbação de reconhecimento de paternidade e expede-se nova certidão de nascimento.
Manuel Carlos Montenegro
Agência CNJ de Notícias
Atualizado às 16h40
Fonte: CNJ
