O segundo depoente de hoje da CPMI do Cachoeira, Écio Antônio Ribeiro, um dos sócios da empresa Mestra Administração e Participações, em nome da qual a casa vendida pelo governador Marconi Perillo foi registrada em cartório, também se recusou a falar.
O ministro do STF Cezar Peluso concedeu a Ribeiro o direito de se fazer acompanhar de advogado e de não ser preso em decorrência da invocação do direito constitucional de não se autoincriminar, com a prerrogativa de permanecer em silêncio se, da resposta à pergunta, houver o risco de autoincriminação.
Diversos integrantes da CPMI questionaram a atitude do depoente de nem sequer fazer sua exposição inicial. Outros opinaram que os parlamentares deveriam fazer perguntas mesmo sabendo que não seriam respondidas.
O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que uma decisão será tomada na próxima reunião administrativa da comissão, que será realizada em seguida. Por enquanto, prevalece a decisão de liberar quem não quiser depor, como ocorreu no caso do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
A reunião de hoje foi convocada para ouvir três depoimentos relacionados à venda de uma casa de Perillo, paga com cheques de uma empresa ligada ao contraventor Carlos Cachoeira.
Saiba mais sobre a venda da casa de Perillo.
A reunião está sendo realizada na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
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Fonte: Portal Câmara dos Deputados
