O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga disse que, ao contrário das nações em desenvolvimento como o Brasil, que estão com suas economias mais arrumadas e suas dívidas mais controladas, as chamadas nações desenvolvidas experimentam no momento uma situação complicada, com dívidas acima de 40% do valor do PIB e uma perspectiva de pouca melhora. O caso mais claro desses seria o dos Estados Unidos, cujo endividamento supera o dobro do valor de suas riquezas.
Segundo o economista, que participa de audiência da CPI da Dívida Pública, as boas notícias quanto ao endividamento do Brasil estão na taxa de juros, que está finalmente mais baixa, e no alongamento dos prazos para pagar as dívidas. “Com mais tempo para pagar, o contingenciamento pode ser mais brando”, afirmou.
“A dívida pública é uma questão mais importante e tem como causas o crescimento continuado dos gastos públicos e também algumas questões monetárias relacionadas a juros. É tentador para os governos emitirem bônus para ter mais dinheiro na hora, mas se não se investe em educação e áreas afins com esse dinheiro, o retorno é incerto”, destacou.
A audiência prossegue no plenário 12.
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Reportagem – Juliano Pires
Edição – Marcos Rossi
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Fonte: Portal Câmara dos Deputados
