A comissão externa que acompanha as investigações sobre o apagão ocorrido em vários estados brasileiros no último dia 10 aprovou nesta terça-feira, em sua primeira reunião, a vinda à Câmara do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para falar sobre o caso. Além disso, foram convidados para uma audiência pública o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner; e dirigentes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e das empresas Furnas e Eletrobras.
O colegiado aprovou também visitas de parlamentares para coletar dados sobre o apagão junto ao ONS e às empresas Furnas, Light, Itaipu Binacional e Ampla Energia e Serviços.
O presidente da comissão, Bernardo Ariston (PMDB-RJ), explicou como será o trabalho dos deputados: “Vamos procurar verificar o que houve, e para isso vamos às empresas que participam desse processo. Por sugestão do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), vamos conversar com técnicos e buscar elementos para uma conclusão. É importante sabermos os motivos, o porquê da sobrecarga que gerou o apagão.”
Aleluia ressaltou que a comissão precisa ser acompanhada por técnicos independentes. “Nós precisamos ver os relatórios de estudos, de fluxo de carga, de simulação dos desligamentos, de ajuste de proteção. Eu prefiro ler relatórios e conversar com técnicos – nada de falar com diretores que estão defendendo os seus empregos”, observou.
Dilma
O deputado Aleluia voltou a defender a convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para prestar informações sobre o tempo em que foi ministra de Minas e Energia.
Na opinião do parlamentar, o sistema elétrico foi desligado porque houve falhas: “Um raio pode até ter causado a perturbação inicial, mas o desligamento foi decorrente de deficiência na manutenção, deficiência na proteção e erros do modelo, que precisa ser aperfeiçoado.”
José Carlos Aleluia disse ainda que parlamentares governistas estão tentando obstruir as atividades da comissão, referindo-se a deputados do PT que estiveram nesta terça-feira no plenário 14 e não assinaram presença. Bernardo Ariston disse que prefere não acreditar nessa possibilidade.
Fonte: Portal Câmara dos Deputados
