Questionado pelos deputados da Comissão de Turismo e Desporto sobre o modelo de organização dos Jogos Olímpicos de 2016 do Rio, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Artur Nuzman, sugeriu há pouco aos parlamentares um projeto de lei para destinar 1% do faturamento do setor de telefonia ao esporte.
Nuzman destacou, na audiência pública da comissão, que está propondo que os recursos sejam divididos com todas as entidades esportivas e não apenas ao COB. Segundo ele, a Argentina está prestes a adotar essa medida e tem expectativa de arrecadar 60 milhões de dólares por ano.
“Gostaria que pensassem nisso, para que, no futuro, não tenhamos orçamento para o esporte menor do que o de países vizinho”, afirmou. O presidente da Comissão, deputado Afonso Hamm (PP-RS), disse que na próxima terça-feira um grupo de integrantes da comissão deve discutir essa proposta.
U$ 2,8 bilhões
Nuzman também explicou aos deputados que o comitê organizador dos Jogos terá 2,8 bi de dólares para organizar os Jogos em si. Já as obras de infraestrutura, como a construção de ginásios, melhorias no transportes, entre outras, serão de responsabilidade da Autoridade Publica Olímpica (APO), formada pelos governos federal, estadual e municipal.
Nesse sentido, já existe um protocolo de intenções assinado por essas instâncias. “O comitê organizador não terá nenhuma ingerência em obras”, explicou.
Olímpiadas e PAN
Apesar de não concordar com a afirmação do deputado Silvio Torres (PSDB-SP) de que é preciso resgatar a imagem do País depois dos problemas de organização dos Jogos Pan-americanos de 2007 no Rio, Nuzman destacou a diferença de organização entre os dois eventos.
“Os jogos do PAN foram organizados pela Odepa – Organização Desportiva Pan-americana. Já as Olimpíadas terão fiscalização permanente e criteriosa do Comitê Olímpico Internacional (COI). Não só dos preparativos para competições, mas também das obras de infraestrutura”, ressaltou.
Rigor
Para destacar o rigor do COI neste trabalho, Nuzman citou que nos preparativos para os Jogos de Londres em 2012, o comitê identificou o atraso de três dias nas obras, o que, segundo ele, mostra o quanto os integrantes do COI são criteriosos.
Nuzman informou que ate o dia 30 de novembro, as confederações de cada modalidade deverão apresentar projetos ao COB, identificando atletas com possibilidade de medalhas e estratégias de preparação desse desportistas.
“Estou pronto para me sentar com qualquer clube, mas quero deixar claro que não só com clubes ricos de modalidades consagradas. Existem clubes pobres e associações de modalidades como taekwondo, badminton e esgrima”, lembrou o dirigente esportivo.
A audiência da comissão de Turismo encerrou-se há pouco.
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Reportagem – Alexandre Pôrto/Rádio Câmara
Edição – Newton Araújo
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