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Porto Alegre (RS) – Os trabalhos do segundo dia do III Encontro Nacional de Diretores Culturais, promovido pela AMB, em Porto Alegre (RS), na Escola Superior da Magistratura (ESM) reuniu, na manhã desta sexta-feira (13), Diretores Culturais de diversos estados brasileiros que apresentaram relatório de atividades de suas respectivas associações.A mesa foi composta pelo Vice-Presidente de Assuntos Culturais da AMB, Rosalvo Vieira, que estava acompanhado do Diretor de Assuntos Culturais e Assessor da Presidência da AMB, José Carlos Laitano, e da representante da Escola Nacional da Magistratura (ENM) e Diretora Cultural da Associação de Juízes do rio Grande do Sul (Ajuris), Gladis de Fátima Canelles Piccini.Também estiveram presentes os Magistrados Carlos Gutemberg de Santis Cunha, Claudemiro Avelino de Souza, Edson Pereira Filho, Luiz Keppen, Marilsen Addario, membros da Vice-Presidência Cultural da AMB, Gursen De Miranda, Diretor da Associação dos Magistrados  de Roraima (AMARR), além do Diretor Cultural da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), Francisco Reis, Wilson Safatle Faiad, da Associação de Magistrados do Estado de Goiás (Asmego,) Maria Cristina Fish, da Associação dos Magistrados Trabalhistas de São Paulo (Amatra 2), e Umbelina Lopes Pereira, da Associação dos Magistrados do Estado do Tocantins (ASMETO), entre outros.Rosalvo Vieira manifestou satisfação em receber tantos Diretores Culturais das Associações Estaduais, incentivando-os a apresentar suas atividades e incorporar outras às experiências dos colegas. ”Esta é mais uma oportunidade que temos para trocar experiências e ampliar os trabalhos que temos desenvolvido”, analisou.José Laitano abriu as apresentações. Ele fez um histórico sobre a inserção da cultura na rotina da Magistratura, como passou a dedicar-se a este segmento e o papel da AMB nesse incentivo. ”Louvo a AMB ter enxergado os benefícios que a cultura pode trazer e também a Ajuris, por ter sabido aproveitar as experiências  anteriores e hoje ser uma associação de proa. Destaco ainda a proposta do colega Rosalvo Vieira, que não trabalha sozinho, e conseguiu reunir um grupo que tem garantido bons resultados”, atestou.Adesão às estratégias de outros estadosFrancisco Reis foi o primeiro a expor as atividades da sua Diretoria, no Maranhão, enfatizando que é nova. ”Com apenas nove meses, já criamos um blog hospedado no site da AMMA, onde convidamos Magistrados a participar com seus trabalhos. Procuramos talentos na Magistratura e propomos participação no Clube da Gastronomia e também para a fotografia”, exemplificou.Gursen de Miranda propôs que o próximo encontro seja em Roraima e falou das atividades, enfatizando que o estado deixou de ser território há apenas 25 anos e a formação da identidade cultural é difícil. “Tentei buscar coisas típicas do estado, porque cultura é coisa séria. Promovi encontros em vários locais e usei como exemplo de comida típica a Damorida, que é feita de folha de pimenteira, com carne ou peixe defumados”, exemplificou.Marilsen Andrade Addario, da Diretoria Cultural da Associação Mato-Grossense de Magistrados (AMAM), destacou as dificuldades enfrentadas em função da formação do estado, afetado pela migração e pela reação dos matogrossenses em receber outras culturas – uma barreira que se reflete na área cultural. Ela propôs projetos de médio e longos prazos. ”O baú do conhecimento não tem fundo. Não se pode dizer que se sabe tudo. Sempre temos algo a aprender”, pontuou a Magistrada, referindo-se às experiências dos colegas.Claudemiro Avelino de Souza, membro da Secretaria de Assuntos Culturais da AMB e Vice-presidente sociocultural da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), falou de agregar valores para não deixar a cultura morrer. Como atividades da sua Diretoria citou a edição do jornal bimestral e de uma revista para divulgar cultura e produções científicas. ”No começo muitos colegas me desestimularam, por não terem tido apoio. Não foi fácil, mas não desisti. Fiz eventos até utilizando dinheiro do meu bolso, com o objetivo de agregar valores. Tanto que hoje temos uma Academia de Letras e Artes de Magistrados que existe há 12 anos. Mas o objetivo de nossa Diretoria Cultural é o resgate da memória para firmar a identidade cultural. Estou feliz por estar aqui”.Umbelina Lopes Pereira, da Diretoria Cultural da Associação dos Magistrados do Estado do Tocantins (Asmeto), destacou as dificuldades que enfrenta. Entretanto, enfatizou o apoio recebido da AMB. ”O que consegui fazer lá foi sozinha, por falta de verbas, mas as atividades da Diretoria Cultural da AMB têm servido como incentivo, como no Concurso de Poesias e de Fotografias, nos quais Magistrados do Tocantins foram selecionados. Se não fosse esse intercâmbio com a AMB, não teria saído nada”, disse a Magistrada.Carmen Maria Paiva Ferraz Soares, da Associação dos Magistrados do Piauí (Amapi), contou que a entidade publica uma revista semestral. Segundo ela, o estado tem muitos talentos, mas os colegas não têm interesse em mostrá-los, participando das atividades. “Em eventos pontuais, como o Natal, o Dia dos Pais e o Dia das Mães, conseguimos reunir os Magistrados, que participam com suas famílias. Nessas ocasiões, eles dão uma palinha, cantando, tocando algum instrumento ou apresentando poesias”, disse, acrescentando que o curso de fotografias tem recebido grande número de participantes.Edison Pereira Filho, outro membro da Secretaria de Assuntos Culturais da AMB, relatou importantes nomes que atuaram como agentes culturais, e destacou a importância da AMB nas atividades que reúnem os Juízes e os incentiva a mostrar seu talento. ”Agradeço a oportunidade de falar pela AMB e de registrar o aspecto de que o Juiz  é importante  para a comunidade. Ele tem, sim, o poder de influenciar  a comunidade para deflagrar  movimentos fundamentais  para que possam fortalecer a instituição como um todo. Convido os colegas de outras pastas que olhem mais para a áreas cultural, que sejam ligados à música, teatro, poesia ou cinema. Desejo que a AMB e a Ajuris deem passos mais pujantes em nome da cultura”.Carlos Gutemberg de Santis Cunha, da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), comentou que ele não tem talento para as artes, mas que tenta absorver o que pode. ”Agradeço a acolhida da Ajuris em nos receber para esse encontro”.Wilson Faiad, da Associação de Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), chamou a atenção dos presentes para a união e a troca de ideias. ”Há muita vida, sobretudo no aspecto cultural”, defendeu.Maria Cristina Fish, da Amatra II, de São Paulo, falou de projetos que estão em andamento e da disposição em realizar eventos que não tenham custo. ”Promovemos palestras nas quais as pessoas participam pelo prestígio de falar”, esclareceu, comentando que a falta de verba para eventos culturais pode ser resolvida com essa alternativa.Diante de tantos exemplos, Luiz Fernando Tomasi Keppen, Secretário-Geral Adjunto da AMB,  disse que é muito fácil desanimar nessa área. E lembrou uma lição dada pelo palestrante de quinta-feira (12), Marcelo Quadros. ”O flow (energia pessoal), que ele citou é importante. Precisamos dele. Cada um tem um e temos de aproveitar isso”, incentiva Keppen. E completa: Esse evento de hoje é importante para nos dar gás para sermos cada vez melhor”.Gladis de Fátima Piccini, da Diretoria Cultural da Ajuris, falou sobre a valorização cultural de projetos. ”Projetos vão, vêm e nascem. Não deve faltar isso, embora tenhamos coisas sedimentadas”, afirmou. Embora as dificuldades sejam frequentes, Gladis disse que não se pode ficar desmotivado. ”Temos de fazer o que gostamos. A paixão por algo faz com que esse algo seja maior. E não ter medo do que vai fazer ajuda nisso”, ensinou.

Fonte: AMB

Como citar e referenciar este artigo:
NOTÍCIAS,. Fotos. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2013. Disponível em: https://investidura.com.br/noticias/amb/fotos-380/ Acesso em: 21 fev. 2026
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