Daise LisboaNo segundo dia de trabalho do Seminário de Planejamento Estratégico do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), que está sendo realizado no Instituto Federal de Brasília (IFB), os participantes discutiram os objetivos estratégicos que vão atender as necessidades dos idosos com políticas públicas que vão integrar o Planejamento Estratégico 2013/2014.Entre tantos itens apresentados e votados, foi enfatizada a necessidade de se implantar no Brasil a cultura do envelhecimento. Após as discussões evidenciou-se a criação de redes de organizações com agenda política voltada aos direitos da pessoa idosa e do processo de envelhecimento.O representante da AMB, Coordenador dos Aposentados, Sebastião Amorim, que também é Conselheiro do CNDI, destacou que o Brasil por muitos anos, não se preocupou em cuidar das pessoas idosas, atribuindo essa posição talvez pelo país não contar com tantos idosos. “Agora, com as novas condições da medicina, as pessoas estão vivendo mais, o que merece alterações para que o país possa cuidar dessa parcela da população”, ressaltou Amorim. O Desembargador disse que a criação dessa mentalidade é muito importante, porque quase nunca se pensou, no Brasil, que as pessoas envelhecem e para onde vão na terceira idade. “É preciso que haja uma consciência de envelhecimento“, alertou Sebastião Amorim. Ele citou como exemplo outros países que agem diferente. “Na Alemanha, por exemplo, o idoso é muito respeitado”, comparou ele destacando que hoje, no Brasil, as pessoas mais jovens vêm o idoso como uma pessoa inútil. “Na verdade não é isso. Ele tem condição de prestar serviços à comunidade dentro de suas condições físicas. Essa conscientização é muito importante“, defendeu.O suplente de Sebastião Amorim no Conselho, o Desembargador aposentado do Rio de Janeiro, Roberto Luis Felinto de Oliveira tem um discurso afinado com o de Amorim e dos demais participantes. “O que a gente percebe é que, de repente, o país acordou para ter preocupações com o envelhecimento porque o número de pessoas com idade superior a 60 anos cresceu muito. E a previsão é que esse número dobre nos próximos 20 anos”, alertou o Magistrado.Devido a esse crescimento, Felinto enfatiza que há uma parcela da população que não pode ser esquecida. “Não pode ser apenas uma preocupação da família. A sociedade e o poder público também têm de ter essa preocupação”. Felinto advertiu sobre a necessidade de uma ocupação para os idosos. Ele falou de práticas desportivas, cuidar da saúde dele e fomentar a criação da Universidade da Terceira Idade. “Já existem algumas no Brasil que dão cursos para idosos, como de literatura. Isso é uma opção de ocupação mental”, garantiu Felinto.
Fonte: AMB
