Conforme o parlamentar, não se pode considerar a luta contra o uso abusivo de agrotóxicos como “perdida”. “Se não fôssemos homens e mulheres de coragem iríamos para casa e daríamos esta luta como perdida, pois os números apresentados são preocupantes. Passa-se a imagem de que o uso do veneno é um avanço. Na verdade, a visão do lucro está no centro de tudo isso. O combate ao uso de agrotóxicos passa pela conscientização, principalmente, de crianças e jovens. Por isso temos que levar o debate para o campo da educação. É preciso a mão dos governos estadual e federal para que se tenha recursos e orçamento. Quero fazer um amplo apelo aos consumidores para que, também, se apropriem deste tema”, disse.
Como encaminhamentos da audiência, que foi proposição conjunta dos deputados petistas Edegar Pretto, Altemir Tortelli e Jeferson Fernandes, foram sugeridas a criação de um grupo de trabalho ou subcomissão para ampliar e dar continuidade ao debate do assunto, divulgação das informações apresentadas em outros eventos, como audiências públicas no interior, engajamento dos proponentes da audiência para que dois projetos de lei que tramitam na Assembleia Legislativa, relacionados ao tema, não sejam aprovados e o engajamento para que se amplie o quadro de pessoal dos órgãos de fiscalização estadual e federal.
Organizada pelas comissões de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo; de Saúde e Meio Ambiente e de Cidadania e Direitos Humanos, a audiência teve a participação de representantes de entidades ligadas à proteção ambiental, universidades, Levante Popular da Juventude, gestores municipais das áreas de saúde, meio ambiente e direitos humanos e movimentos sociais.
Brasil lidera ranking mundial de agrotóxicos
O Brasil lidera o ranking mundial de uso agrotóxicos. Em 2007 e 2008, o Brasil passou de 2º lugar no uso de agrotóxicos para 1º, superando os Estados Unidos. A partir de 2000, com a intensificação da plantação transgênica, também aumentou o uso de venenos nas lavouras. Na Serra Gaúcha, por exemplo, 95% dos agricultores usam agrotóxicos. O problema não atinge somente a área rural, mas também a urbana e trabalhadores de lojas que vendem veneno.
* Informações Josias Bervanger – Agência de Notícias ALRS
Fonte: AL/RS
