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Miki cobra igualdade de direitos ao lembrar os 125 anos da Abolição da Escravatura


Do plenário da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Miki Breier (PSB) lembrou a passagem, no dia 13 de Maio, do Dia da Abolição da Escravatura. “Mesmo 125 anos após, ainda convivemos com preconceitos mesquinhos e interesseiros. A liberdade, tão apregoada e defendida por todos, ainda não é uma realidade, não só para negros e negras, mas também para os empobrecidos, para a população indígena, para as mulheres vítimas de violência, para as crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual”, destacou.


O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, cobrou que o Estado reforce as políticas públicas de promoção social e igualdade de direitos. Segundo o IBGE, pretos e pardos têm rendimento escolar inferior, menos anos de estudo, piores condições de vida e estão mais sujeitos à violência do que a população de pele clara.


Conforme síntese dos indicadores sociais em 2012, constata-se que, enquanto um caucasiano recebe 3,5 salários mínimos mensais, uma simples mudança do tom da pele derruba esse rendimento para 2,2 salários no Estado, o que representa uma diferença de 59%. No Rio Grande do Sul, no indicador violência, há 39,4 vezes maior risco do negro ser assassinado. A taxa de homicídios por mil habitantes: brancos, 19; negros, 25,1. No campo da educação, em média, brancos estudam oito anos e nove meses, negros estudam sete anos e meio. Em se tratando de analfabetismo – maiores de cinco anos não alfabetizados –, a taxa entre brancos é de 7,9% e de 14,8% entre negros.


“Preocupam-nos esses dados, o preconceito que ainda existe, a discriminação à população negra. Enquanto houver haitianos chegados ao nosso País sendo tratados como epidemia; houver grupos de extermínio promovendo limpeza étnica em favelas do nosso País; não se propuserem políticas de saúde massivas e específicas para a população negra; líderes quilombolas e indígenas continuarem a ser ameaçados e assassinados por defender a legitimação de terras herdadas; não for retratada nos meios de comunicação a verdadeira cara do Brasil, que é, em mais de 50%, escura; as crianças, negras e não negras, não aprenderem na escola sobre a cultura africana e afro-brasileira; enquanto as religiões afro-brasileiras não forem respeitadas enquanto códigos doutrinais de conhecimento e sabedoria; enquanto não percebermos que há jeitos étnicos diferentes de sermos seres humanos; enquanto não nos flagramos que, já há muito tempo, negro não é sinônimo de minoria em nosso País, a liberdade não terá chegado aos lares de negros e não negros de nossa amada e idolatrada terra”, apontou Miki Breier.

Fonte: AL/RS

Como citar e referenciar este artigo:
NOTÍCIAS,. Miki cobra igualdade de direitos ao lembrar os 125 anos da Abolição da Escravatura. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2013. Disponível em: https://investidura.com.br/noticias/alrs/miki-cobra-igualdade-de-direitos-ao-lembrar-os-125-anos-da-abolicao-da-escravatura/ Acesso em: 30 mai. 2026
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