O Plenarinho da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul esteve lotado, na terça-feira (3), para mais uma ação do mandato do deputado Alexandre Lindenmeyer (PT) em prol da bandeira do Autismo. Em audiência pública sobre o tema, estiveram presentes pessoas com a síndrome do espectro autista, bem como seus familiares e membros de entidades representativas. Destaque para a palestra do Dr. Carlos Gadia, considerado uma das referências no assunto.
Para o deputado Lindenmeyer, autor do projeto que criou a Semana Estadual do Autismo no RS, “a questão não diz respeito apenas às pessoas diretamente envolvidas com o espectro, mas a toda a sociedade, que precisa estar cada vez mais conscientizada no sentido de que se possa combater o preconceito e fortalecer a inclusão social”.
Durante o encontro, o Dr. Carlos Gadia fez uma abordagem sobre o histórico do Autismo, mostrando exemplos de outros países e defendendo a necessidade de políticas públicas sobre o tema. “Nos Estados Unidos existe uma lei que obriga as escolas a prover condições para toda a criança”, diz o médico. “Nenhuma escola pode mandar um autista pra casa, obrigando-se a criar condições para recebê-lo”, completa. A audiência tratou de diversas situações sobre o assunto, como tratamento, desenvolvimento, formas de relacionamento, educação, saúde e, sobretudo, cidadania.
A mesa da audiência pública, cuja abertura foi feita pelo deputado Lindenmeyer, teve o comando do vice-presidente do Instituto Autismo e Vida, Airto Madalozzo. Também estiveram presentes o médico e professor da UFRGS, Rudimar Riesgo; as professoras da UFRGS Carmem Gottfried e Cleonice Bosa; a representante da Associação Mantenedora Pandorga de São Leopoldo, Heide Kisrt; e a neuropediatra Newra Rotta, além de representantes de outras entidades ligadas ao tema e dos componentes da plateia que, em determinados momentos, fizeram perguntas aos integrantes da mesa.
O Autismo é um transtorno neurobiológico que traz comprometimentos em três áreas do desenvolvimento: comunicação, comportamento e interação social. Não existe uma causa definida, tampouco possui uma característica única. Cada pessoa autista é diferente da outra. Necessita de tratamento multidisciplinar e especializado. A inclusão social é um dos maiores desafios que os familiares enfrentam. Atualmente, aproximadamente 2 milhões de brasileiros têm essa síndrome. No mundo, cerca de 70 milhões.
Fonte: AL/RS
