Reni deixa o Parlamento estadual após haver integrado a Comissão Executiva da Assembleia no período 2011/2012, responsável pela moralização e pela reestruturação administrativa do Poder. Nas providências adotadas com essa finalidade, coube-lhe, na condição de 2º secretário, fazer o levantamento do Patrimônio da Casa praticamente a partir do zero, pois além de escassa, boa parte da documentação existente ainda se encontrava em estado precário.
Levantamento do Patrimônio – A tarefa demandou tempo e paciência, mas não assustou o parlamentar que chegou a participar de treze comissões técnicas permanentes ao longo do mesmo ano. Ele também presidiu a Comissão de Defesa do Consumidor, uma das mais atuantes do Legislativo. Se a missão que o espera na condução de um dos municípios mais importantes do Paraná – com problemas complexos decorrentes em parte da localização em zona de fronteira – é árdua, ele acredita que a experiência adquirida nos dez anos em que atuou como deputado é um importante trunfo.
“A experiência parlamentar, pautada no respeito às diferenças e aos demais pares, ajuda porque está baseada no convencimento através do diálogo e do debate”, diz. “Além disso, proporciona o amadurecimento no processo politico com expressivos dividendos que me possibilitaram chegar a um importante cargo na Mesa Executiva, contando com o apoio dos colegas. E tem o crescimento político externo, atestado pela progressão das votações. No primeiro mandato fiz 14.521. No segundo foram 49.760, e no terceiro, 54.789”.
Ele destaca situações e momentos que considera marcantes nessa década de atuação parlamentar: a coordenação da Comissão Externa da Reforma Tributária, que lhe permitiu correr todo o estado discutindo o substitutivo geral em debates, palestras e audiências públicas; a Lei do Polo Tecnológico I, prevendo a redução de 80% do imposto nos produtos de informática e eletroeletrônicos, que inicialmente beneficiou Foz do Iguaçu e depois estendeu seu alcance a Pato Branco, na região Sudoeste.
A relatoria da Lei Antifumo, proibindo o cigarro em locais públicos, é igualmente destacada por Reni. “É certo que tivemos a oposição ferrenha da indústria tabagista, mas estou seguro de que as restrições estabelecidas vão contribuir muito com o futuro do Paraná, afastando os jovens do fumo e de seus malefícios, que todo mundo conhece muito bem”, aposta.
Quando olha para frente, Reni Pereira mira os desafios do novo cargo que está prestes a assumir e reconhece que são grandes e vão exigir muita determinação, coragem e sensibilidade. “Vou buscar soluções inovadoras para administrar esse que é de um dos mais importantes municípios do Paraná, com as características especiais de se localizar em área estratégica e com grande potencial de crescimento”, arremata.
Fonte: AL/PR
