De acordo com o projeto, as empresas que já detenham ou que venham a possuir linhas que liguem quaisquer municípios ao Litoral ficariam obrigadas a disponibilizar no mínimo 10% de sua frota a ônibus que possuam bagageiro apropriado para o transporte de pranchas de surf, bodyboard, longboard ou stand up surf, ficando este tipo de veículo denominado de “Surf Bus”. Ficaria ainda garantido o transporte gratuito de uma prancha por passageiro. Uma vez embarcadas, as pranchas deverão ter o mesmo tratamento de controle de identificação, zelo e eventuais indenizações para os casos de danos ou extravio dos demais tipos de bagagem.
Regulamentação – Para os autores do projeto de lei, a iniciativa se justifica, sobretudo, diante da inexistência de regulamentação específica sobre o assunto e do aumento de usuários que desejam fazer uso do transporte coletivo tendo como destino nossas praias, e levando entre os seus pertences suas pranchas. Os parlamentares acreditam que a regulamentação proposta trará grandes benefícios aos paranaenses, melhorando a qualidade do transporte oferecido aos usuários do serviço e favorecendo sobremaneira o crescimento do surf. Posição compartilhada, por exemplo, pelo presidente da Fundação Municipal de Esportes de Paranaguá, Valmir Martins, que lembrou que os mesmos cuidados no transporte de pranchas hoje já são dispensados pelas empresas de transporte aéreo. “E se o transporte aéreo já dá esse tratamento, porque o rodoviário não deveria fazer o mesmo?”, indaga. Segundo o surfista e presidente da Associação de Surf de Paranaguá, Alessandro Gaspar, o Puga, adaptações semelhantes já foram feitas em estados como Santa Catarina, Bahia ou Rio de Janeiro.
O presidente da Comissão de Esportes, Ney Leprevost, destacou o alto nível dos debates travados durante a reunião e o fato de que questões importantes foram levantadas pelos participantes a respeito da viabilidade da proposta. O momento, segundo ele, é justamente o de fomentar a discussão, inclusive para que a iniciativa possa ser aprimorada pelos interessados.
Fonte: AL/PR
