Formado em Direito, com pós-graduação em Direito Político, trazia na bagagem um estágio em Brasília, onde assessorou o então senador e presidente do PPS, Roberto Freire. Também passou pela Presidência da Juventude Nacional do partido. A experiência acumulada permitiu que logo no primeiro mandato conseguisse o respeito de seus pares com uma atuação madura e eficiente na Comissão de Constituição e Justiça. “A experiência na Assembleia Legislativa foi muito rica, ampliou caminhos e relacionamentos dentro do campo político que vão me ajudar muito na gestão municipal. A convivência com ex-prefeitos, que me deram conselhos ou dividiram comigo suas vivências, o trânsito no Governo do Estado, serão fundamentais para o exercício desta nova função”, observa.
Transição – Ele chegou ao Legislativo num momento de transição, quando a Mesa Executiva decidiu promover a radical reestruturação administrativa da Casa, pondo fim a práticas irregulares que deram origem a denúncias e investigação pelo Ministério Público estadual. “O grande mérito da Assembleia foi ter compreendido o momento histórico. A atual Mesa Executiva entendeu que a sociedade evoluiu e passou a preparar a Assembleia para recuperar a sintonia com a população, que clama por estruturas menos onerosas, por atos transparentes e responsáveis. A devolução de recursos que antes eram desperdiçados é fruto dessa nova visão. Levo comigo essa mesma compreensão”, prossegue. “A grande lição que fica disso tudo é que o Legislativo conseguiu maior prestígio junto à comunidade por ter tomado as medidas que tomou”.
Em sua opinião, as mudanças apontam um novo aspecto: “A Assembleia deve agora fortalecer sua postura política criando condições para a elaboração de projetos e debates mais profundos e consistentes, qualificando seu corpo técnico efetivo, realizando concursos, como ocorre com o Senado Federal”. Da passagem pelo Parlamento destaca alguns momentos especiais: o trabalho na Comissão de Constituição e Justiça e a participação na elaboração das leis da Ficha Limpa e do Incentivo ao Esporte.
Respeito e equilíbrio – Para ele, o eleitor conferiu espaço aos jovens no último pleito como forma de expressar a busca por gestões mais democráticas, que usem a tecnologia para reduzir custos e para humanizar o atendimento das demandas populares. E a atividade parlamentar, mesmo curta, o preparou para fazer frente a essa realidade e para um relacionamento respeitoso com a Câmara, onde fez tranquila maioria. “É importante para a democracia deixar que o Legislativo se fortaleça. O Executivo muitas vezes oprime e sufoca esse Poder, provocando um desequilíbrio que não é bom para ninguém. A interferência de um Poder em outro é sempre nefasta”, argumenta.
Silvestri lembra também que a população está fazendo mais cobranças à classe política. “O diagnóstico possível da última eleição é que a política está mudando, e rapidamente. As pessoas nos abordam para cobrar o que deve ser cobrado, para pedir que não as desapontemos mais. Guarapuava viveu um episódio de escândalo na Câmara Municipal, e só três dos atuais vereadores conseguiram se reeleger. Entre os novos, apenas um já foi detentor de mandato. A minha geração tem uma missão diferente, porque já nasceu na era democrática. Além disso, existe a internet, as redes sociais. As entranhas da política ficaram expostas. A credibilidade dos políticos chegou ao fundo do poço. Cabe à minha geração resgatar isso”.
“A virada”, a seu ver, “é muito mais uma exigência da sociedade do que uma iniciativa da classe política. Devemos nos adaptar e oferecer respostas a isso”. Ciente da importância de exercer a liderança política municipal, Silvestri já mapeou os principais desafios que o esperam: melhorar os serviços de saúde, que sofrem a consequência da excessiva centralização dos recursos na esfera federal, aumentar os níveis do IDEB, atualmente abaixo dos de outras cidades de médio porte, e estimular a geração de empregos, seja através da atração de novos investimentos, seja promovendo o desenvolvimento da economia local.
Fonte: AL/PR
