TRF4

TRF4, 00003 APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 2006.72.00.001287-4/SC, Relator Juíza Federal Marciane Bonzanini , Julgado em 04/16/2008

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00003 APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 2006.72.00.001287-4/SC

DIÁRIO ELETRÔNICO DA JUSTIÇA FEDERAL DA 4º REGIÃO 65 / 1343

RELATORA : Juíza Federal MARCIANE BONZANINI

APELANTE : CONSELHO REGIONAL DE FARMACIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA – CRF/SC

ADVOGADO : Fernanda Rocha dos Santos

APELADO : VITOFARMA COM/ DE MEDICAMENTOS LTDA/

ADVOGADO : Murilo Prazeres

REMETENTE : JUÍZO FEDERAL DA 03A VARA FEDERAL DE FLORIANÓPOLIS

EMENTA

TRIBUTÁRIO. CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA. ANUIDADE. LEI Nº 6.994/82. LIMITE. CERTIFICADO DE

REGULARIDADE. TAXA DE EXPEDIÇÃO.

1. As anuidades devidas aos conselhos de fiscalização profissional constituem contribuições parafiscais, instituídas no interesse de

uma categoria profissional. Portanto, pertencem ao campo tributário, estando jungidas ao princípio da legalidade. Assim sendo, não

é permitido aos conselhos, substituindo-se ao legislador, estabelecer os critérios de fição do valor da anuidade por meio de

Resolução, diversos daqueles previstos em lei.

2. A Lei 6.994/82 limitou o valor das anuidades cobradas pelos conselhos de fiscalização profissional em duas vezes o Maior Valor

de Referência para pessoa física e entre 2 MVR e 10 MVR, de acordo com as classes de capital social, para as pessoas jurídicas.

3.Quanto a ta para expedir o Certificado de Regularidade, temos que este documento tem natureza de certidão que comprova a

qualificação do responsável técnico que atua no estabelecimento farmacêutico, constando tal serviço de expedição no art. 2º, e, da

Lei 6.994/82. Por conseguinte, há legitimidade por parte do Conselho de Fiscalização Profissional em cobrar a referida ta,

ressalvando o limite legal.

ACÓRDÃO

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Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, por unanimidade, negar provimento ao apelo e à remessa oficial, nos termos do relatório, votos e notas taquigráficas que
ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Porto Alegre, 18 de março de 2008.

Como citar e referenciar este artigo:
JURISPRUDÊNCIAS,. TRF4, 00003 APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 2006.72.00.001287-4/SC, Relator Juíza Federal Marciane Bonzanini , Julgado em 04/16/2008. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2010. Disponível em: https://investidura.com.br/jurisprudencias/trf4/trf4-00003-apelacao-em-mandado-de-seguranca-no-2006-72-00-001287-4-sc-relator-juiza-federal-marciane-bonzanini-julgado-em-04-16-2008/ Acesso em: 01 out. 2026
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