TRF4

TRF4, 00002 APELAÇÃO CÍVEL Nº 2000.70.00.016675-5/PR, Relator Juiz Jairo Gilberto Schafer , Julgado em 01/21/2008

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00002 APELAÇÃO CÍVEL Nº 2000.70.00.016675-5/PR

RELATOR : Juiz JAIRO GILBERTO SCHAFER

APELANTE : CLEINE DIAS SANLORENZI

ADVOGADO : Jose da Silva Moreira e outro

APELANTE : CAIXA ECONOMICA FEDERAL – CEF

ADVOGADO : Luis Renato Sinderski e outros

APELADO : (Os mesmos)

EMENTA

AÇÃO INDENIZATÓRIA. RESSARCIMENTO POR DANOS MORAIS. INEXISTÊNCIA. SUCUMBÊNCIA INVERTIDA.

APELAÇÃO DA AUTORA IMPROVIDA. RECURSO DA CEF PROVIDO.

1. A indenização por dano moral dispensa a existência de crime, havendo somente a necessidade de demonstração da prática de ato

ilícito, decorrente de uma violação ao íntimo do ofendido, posto ter-lhe sido causado um mal evidente. Deve estar presente o nexo de

causalidade entre o fato e o dano causado.

2. Tomando em conta os três elementos reconhecidamente essenciais na definição da responsabilidade civil – a ofensa a uma norma

preexistente ou erro na conduta, um dano e o nexo de causalidade entre um e outro – a questão colocada neste feito não se amolda

aos parâmetros jurídicos do dever da responsabilização da ré em detrimento aos prejuízos alegadamente sofridos pela autora, pois

não se verifica a comprovação de ocorrência de danos a ensejar a indenização pretendida.

3. É fato público e notório que as agências bancárias dispõem de serviço de segurança, imposição inarredável dos tempos modernos,

o que objetiva, inclusive, a segurança dos clientes.

4. A autora fora cientificada quanto à dificuldade de ingressar com carrinho de bebê em data anterior.

5. Agiu a CEF de forma legítima e previsível, não havendo nos autos a mínima prova de abuso na fiscalização a gerar danos aos

bens imateriais consagrados e protegidos pela Constituição. Ausentes os pressupostos indispensáveis e fundamentais a ensejar

procedência desse tipo, inexiste razão que justifique o dever de reparação.

6. Invertido o ônus sucumbencial.

7. Apelação da parte autora improvida.

8. Recurso da CEF provido.

ACÓRDÃO

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Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, por unanimidade, dar provimento ao recurso da CEF e negar provimento à apelação da autora, nos termos do relatório, votos
e notas taquigráficas que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Porto Alegre, 05 de dezembro de 2007.

Como citar e referenciar este artigo:
JURISPRUDÊNCIAS,. TRF4, 00002 APELAÇÃO CÍVEL Nº 2000.70.00.016675-5/PR, Relator Juiz Jairo Gilberto Schafer , Julgado em 01/21/2008. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2010. Disponível em: https://investidura.com.br/jurisprudencias/trf4/trf4-00002-apelacao-civel-no-2000-70-00-016675-5-pr-relator-juiz-jairo-gilberto-schafer-julgado-em-01-21-2008/ Acesso em: 21 jun. 2026
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