STJ

STJ, AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 966.206 – PE (2007/0154610-, Relator Ministro Francisco Falcão , Julgado em 12/19/2007

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AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 966.206 – PE (2007/0154610-

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R E L ATO R : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO

AGRAVANTE : FREDERICO DAMASIO DE CARVALHO

ADVOGADO : RICARDO J L PRAGANA FILHO E OUTRO(

S)

AGRAVADO : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL

– INSS

REPR. POR : PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

EMENTA

EXECUÇÃO FISCAL. RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS.

COMPROVAÇÃO DO EXCESSO DE PODERES, INFRAÇÃO À

LEI OU AO ESTATUTO. CASO EM QUE O NOME DOS SÓCIOS

CONSTAVA DA CDA. PRESUNÇÃO DE LIQUIDEZ E CERTEZA

NÃO ABALADA.

I – Restou firmado no âmbito da Primeira Seção desta Corte o entendimento

de que, sendo a eução proposta somente contra a

sociedade, a Fazenda Pública deve comprovar a infração a lei, contrato

social ou estatuto ou a dissolução irregular da sociedade para

fins de redirecionar a eução contra o sócio, pois o mero inadimplemento

da obrigação tributária principal ou a ausência de bens

penhoráveis da empresa não ensejam o redirecionamento. De modo

diverso, se o eutivo é proposto contra a pessoa jurídica e o sócio,

cujo nome consta da CDA, não se trata de típico redirecionamento, e

o ônus da prova de inexistência de infração a lei, contrato social ou

estatuto compete ao sócio, uma vez que a CDA goza de presunção

relativa de liqüidez e certeza. A terceira situação consiste no fato de

que, embora o nome do sócio conste da CDA, a eução foi proposta

somente contra a pessoa jurídica, recaindo o ônus da prova,

também neste caso, ao sócio, tendo em vista a presunção de liqüidez

e certeza que milita a favor da CDA. Precedentes: EREsp. n.º

702.232/RS, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJ de 26/09/2005, p. 169;

AgRg no REsp nº 720.043/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, DJ de

14/11/2005, p. 214.

II – Agravo regimental improvido.

ACÓRDÃO

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Vistos e relatados os autos em que são partes as acima indicadas,
decide a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade,
negar provimento ao agravo regimental, na forma do relatório
e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo
parte integrante do presente julgado. Os Srs. Ministros TEORI ALBINO
ZAVASCKI (Presidente), DENISE ARRUDA e JOSÉ DELGADO
votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente,
o Sr. Ministro LUIZ FUX. Custas, como de lei.
Brasília (DF), 06 de novembro de 2007 (data do julgamento).

Como citar e referenciar este artigo:
JURISPRUDÊNCIAS,. STJ, AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 966.206 – PE (2007/0154610-, Relator Ministro Francisco Falcão , Julgado em 12/19/2007. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2010. Disponível em: https://investidura.com.br/jurisprudencias/stj/stj-agrg-no-recurso-especial-no-966-206-pe-2007-0154610-relator-ministro-francisco-falcao-julgado-em-12-19-2007/ Acesso em: 20 mar. 2026
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