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MPF/MG: ladrões de agência bancária são condenados a mais de 40 anos de prisão

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) obteve a condenação de Francisco Carlos Claudino da Silva e Raphael Ferreira Gianvechio Pereira por 28 crimes tentados de furto qualificado (artigo 155, § 4º, II e IV do Código Penal). A pena imposta a Francisco ultrapassou os 46 anos de prisão; a de Raphael, 65 anos de reclusão.

Os fatos aconteceram em julho de 2011, quando os réus foram presos em flagrante após instalarem, em um terminal de auto-atendimento da Caixa Econômica Federal localizado na agência do município de Bom Sucesso/MG, equipamento para a captura de dados conhecido como “chupa-cabra”.

O chupa-cabra é um dispositivo eletrônico que, introduzido dissimuladamente nos receptáculos de inserção de cartões magnéticos dos terminais de auto-atendimento, captura dados dos clientes para serem utilizados depois na clonagem de cartões e subtração dos recursos financeiros.

Os policiais que deram o flagrante foram chamados pelos responsáveis pelo sistema de vigilância eletrônica da unidade, que perceberam a atitude suspeita dos réus: eles estavam há muito tempo no interior da agência, fazendo uso dos terminais de auto-atendimento.

Ao ser abordado, Francisco Carlos, residente em Uberaba, no Triângulo Mineiro, não conseguiu oferecer explicações plausíveis para justificar sua estada em Bom Sucesso/MG, situada a mais de 360 km de sua cidade de origem. Foi então que um dos policiais percebeu que, no caixa eletrônico em frente ao qual se encontrava Francisco, estava acoplado um chupa-cabra.

Diante da descoberta de que se tratava de uma ação criminosa, os policiais efetuaram buscas pessoais nos acusados, quando encontraram, num dos bolsos da calça de Francisco, dispositivo que fazia conjunto com o chupa-cabra instalado no terminal eletrônico.

Com Francisco e Raphael também foram encontrados vários cartões bancários e apetrechos utilizados para a prática do crime, entre eles, tubo de cola, fita adesiva isolante, estilete, carregadores e baterias próprias para equipamentos eletrônicos.

No dia seguinte, a Polícia Militar voltou à agência e descobriu que os acusados haviam também instalado no mesmo terminal de auto-atendimento dois equipamentos eletrônicos de captação e gravação de imagens, que tinham por finalidade registrar as senhas pessoais dos usuários. Por sinal, esses equipamentos acabaram gravando a própria ação dos criminosos, bem como a abordagem dos policiais que culminou na prisão em flagrante.

Dois dias depois, a Caixa encontrou outro chupa-cabra instalado em mais um terminal da agência.

Nos sistemas eletrônicos apreendidos em poder dos réus, que capturam os dados da tarja magnética de cartões, foram encontrados os dados de 28 cartões bancários distintos.

Para o Juízo Federal, o furto dos numerários nas contas bancárias de clientes que tiveram seus dados copiados somente não se consumou por circunstâncias alheias à vontade dos denunciados. Por isso, de acordo com a sentença, foram tentados 28 crimes, que resultaram na pena de 46 anos e 8 meses de reclusão para Francisco Carlos e de 65 anos e 4 meses para Raphael Ferreira, a serem cumpridas em regime fechado, além de multa.

Ainda cabe recurso contra a sentença, mas Raphael já se encontra cautelarmente preso na Penitenciária Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba/MG.

(Ação Penal nº 1850-92.2013.4.01.3808)
 

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Fonte: MPF

Como citar e referenciar este artigo:
NOTÍCIAS,. MPF/MG: ladrões de agência bancária são condenados a mais de 40 anos de prisão. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2014. Disponível em: https://investidura.com.br/noticias/mpf/mpf-mg-ladroes-de-agencia-bancaria-sao-condenados-a-mais-de-40-anos-de-prisao/ Acesso em: 18 jul. 2024