Direito Internacional

O Diretório Francês (1795-1799)

O Diretório Francês (1795-1799)

 

 

Ricardo Bergamini*

 

 

“Somente os ignorantes da História da Civilização acreditam em paz. Nem o Universo concede tal privilégio aos homens”. (Ricardo Bergamini).

 

 

Em outubro de 1795 começou o governo do Diretório. O poder executivo era exercido por cinco membros. O poder legislativo cabia a dois Conselhos (Câmaras): o dos Quinhentos (“deputados”) e o dos Anciãos (“Senado”: com 250 membros).

 

Foram quatro anos de constante agitação política e grave dificuldades econômicas, que impediram a consolidação do novo sistema de governo. O Diretório teve de lutar contra dois extremismos: o dos realistas e o dos jacobinos (democratas revolucionários).

 

A ruína da indústria e do comércio, e as enormes despesas com a guerra – desorganizaram o erário público e levaram a uma bancarrota parcial em 1797. Havia muita cobiça e muita corrupção. E, enquanto a miséria se abatia sobre o povo e “a fome rondava os bairros pobres de Paris”, os especuladores acumulavam riqueza e se atiravam a uma vida de prazeres, luxos e dissipações.

 

Na política exterior, porém, o Diretório obteve grandes êxitos militares, graças às vitórias de um jovem general – Napoleão Bonaparte.

 

A campanha da Itália, contra os austríacos (abril de 1796 – abril de 1797), foi uma sucessão de vitórias espetaculares. Com apenas 36.000 homens, quase sem armas, sem víveres nem equipamento – Napoleão ganhou 18 grandes batalhas (as mais importantes: Lodi, Arcole, Rívoli), venceu mais de 300.000 adversários, fez 100.000 prisioneiros e colheu enorme presa de guerra. Sua vanguarda achava-se a menos de 100 quilômetros de Viena, quando se assinou o armistício de Leoben (7 de abril). O tratado de paz com a Áustria foi assinado em Campo-Fórmio (outubro de 1797). Os austríacos reconheciam à França a fronteira do Reno e a posse da Bélgica. A Itália foi dividida em várias repúblicas, sob a tutela da França. Para “castigar” Veneza, Napoleão entregou-a ao jugo austríaco.

 

Em maio de 1798, Napoleão inicia a campanha do Egito. Vence a batalha das Pirâmides e se apodera do Cairo; mas a esquadra francesa é destroçada em Abuquir, pelos ingleses. Tendo fracassado na conquista da Síria (1799), Napoleão embarca em segredo (agosto), despista a frota inglesa e consegue chegar à França em outubro. Dias depois, dá o golpe de 18 Brumário (9 de novembro de 1799): suprime o diretório e cria uma comissão de três cônsules. Bonaparte é o primeiro cônsul e o dono absoluto da situação.

 

Começava a época napoleônica.     

 

 

* Economista, formado em 1974 pela Faculdade Candido Mendes no Rio de Janeiro, com cursos de extensão em Engenharia Econômica pela UFRJ, no período de 1974/1976, e MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC/RJ, no período de1988/1989. Membro da área internacional do Lloyds Bank (Rio de Janeiro e Citibank (Nova York e Rio de Janeiro). Exerceu diversos cargos executivos, na área financeira em empresas como Cosigua – Nuclebrás – Multifrabril – IESA Desde de 1996 reside em Florianópolis onde atua como consultor de empresas e palestrante, assessorando empresas da região sul..  Site: http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini

 

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Como citar e referenciar este artigo:
BERGAMINI, Ricardo. O Diretório Francês (1795-1799). Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2008. Disponível em: https://investidura.com.br/artigos/direito-internacional/o-diretorio-frances-1795-1799/ Acesso em: 16 jul. 2024