A primeira edição do Fórum Social Mundial aconteceu em 2001, em Porto Alegre, e foi motivada pela busca de alternativas à vida no planeta, tanto econômicas quanto sociais e ambientais. A iniciativa nasceu em contraposição ao modelo de globalização capitalista. A realização do Fórum Social Temático (FST), em 2012, novamente na capital do Estado, reafirma os compromissos assumidos há 11 anos e elabora propostas novas, embasadas nas transformações sofridas pelo planeta, infelizmente, em muitos aspectos para pior. Está cada vez mais claro que se faz necessária a construção de um novo projeto socialista, com participação e democracia na busca por dias melhores.
Este Fórum temático é também ponto de partida para a Cúpula dos Povos na Rio + 20 e traz para discussão questões que se alastram como furacões devastadores – sistemas econômicos de poder, práticas de opressão contra comunidades, governantes que desconhecem a igualdade e a justiça social.
Democrático e plural, o FST está sendo construído por seus participantes, brasileiros e estrangeiros inscritos em torno dos grupos temáticos, que vão desde questões indígenas, educação, juventude, moradia, minorias, cultura, saúde, trabalho, justiça social e ambiental, crise do capitalismo, recessão econômica e a fome no mundo. E, é claro, a liberdade de expressão e a utilização de todas as formas de comunicação.
É este o grande sentido de todo este movimento que, tantos anos depois de sua criação mantém sua força e se espalha pelo mundo: mobilizar os indivíduos para discutirem seu papel na sociedade, para se tornarem responsáveis na construção de um mundo mais digno e igualitário.
Como afirmou o teólogo Leonardo Boff, que participa do Fórum Social Temático, e cujas palavras fazem todo o sentido: temos que lutar não por um outro mundo possível, mas por um outro mundo onde haja o mínimo necessário: emprego, direitos humanos e transparência de governos.
*Deputado estadual pelo PSB
Fonte: AL/RS
