De acordo com o deputado, os temas abordados ao longo de 2011 no programa Destinos e Ações para o Rio Grande produziram não apenas debates teóricos, mas mobilizaram a sociedade e uniram-se a esforços que resultaram em anúncios de obras importantes, a exemplo do metrô para Porto Alegre, a nova ponte do Guaíba e as articulações em torno dos royalties do petróleo.
O programa Destinos e Ações para o Rio Grande, resultado de convênio firmado entre o Parlamento gaúcho e a Câmara Federal, também abordou temas como desenvolvimento, políticas sociais, questões climáticas, combate à miséria, infraestrutura, debatidos amplamente e de forma abrangente tanto no Parlamento como no interior do estado. Essa aproximação com a Câmara Federal e com os demais Poderes de Estado foi especialmente saudada por Villaverde. “Soubemos manter uma relação de colaboração mas também de autonomia independência em relação ao governo do Estado e ao governo Federal”, frisou.
As atividades organizadas para homenagear o cinquentenário da Legalidade também foram lembradas: “Ainda dentro dos temas em destaque na Casa em 2011, incluo o resultado positivo das comemorações do cinquentenário da Legalidade. Fizemos um forte investimento no resgate desse movimento épico, e tivemos um retorno até mesmo inesperado, pois soubemos que muita gente que não tinha nem a dimensão nem o conhecimento desse tema passou a se interessar e valorizar esse fato histórico”, relatou.
Transparência
O segundo ponto destacado por Villaverde foi a consolidação do processo de avanço da transparência na Casa. “Fechamos este ano com o regramento que todo e qualquer cidadão, e toda e qualquer instituição, que quiser e desejar, terá acesso ao conjunto das informações da Casa, como por exemplo a questão das diárias, ou qualquer outra informação”, afirmou.
Gestão Compartilhada
A gestão compartilhada do Parlamento foi o terceiro item ressaltado por Villaverde. A iniciativa unifica as decisões administrativas ao longo dos quatro anos da 53ª Legislatura. “Detectamos que a alternância de presidentes de ano em ano causava algumas interrupções na dinâmica da gestão operacional da Casa. Por isso a ideia do comitê gestor, que consiste nos quatro presidentes, os quatro diretores-gerais e os respectivos chefes de gabinete tomarem sempre as decisões de forma coletiva”, explicou o parlamentar. Villaverde relatou que a iniciativa já produziu resultados, dando o exemplo da racionalização de custos conquistada.
Balanço Político
Fazendo uma análise do aspecto político da sua gestão, ao final do pronunciamento, Villaverde reiterou que nenhum partido ou deputado da Casa renunciou a suas opiniões e posições. “Aqui é o espaço do debate, da explicitação e do aprofundamento das divergências. Esse aspecto nunca foi um problema, o problema está em não se saber tratar as divergências. Tivemos inúmeras ocasiões em que existiram posições opostas, e ainda assim chegamos ao consenso necessário”, salientou.
Os deputados José Sperotto, primeiro vice-presidente da Casa, e Ronaldo Santini, ambos do PTB, acompanharam a entrevista coletiva.
Fonte: AL/RS
