O “Encontro com o Mercado Privado de TI: Contratações Públicas de TI”, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), teve início nesta quinta-feira (27) no auditório da Universidade dos Correios (Unicorreios), em Brasília (clique aqui para mais informações sobre a mesa de abertura). Os destaques da programação da primeira manhã do encontro – que se encerra na tarde desta sexta-feira (28) – seguem abaixo:
Palestra sobre a Secretaria de Fiscalização de TI (Sefti/TCU) – O secretário da Sefti, Cláudio Castello Branco, promoveu uma palestra que explicou a origem e evolução da secretaria no órgão. Criada em 2006, a Sefti trilhou seu caminho até o atual ano focando na melhoria da governança, da estrutura e da gestão para agregar maior valor ao órgão.
De acordo com Castelllo Branco, as áreas de atuação da secretaria estão voltadas a questões de sistemas, dados, segurança, infraestrutura e contratações, sendo o principal foco da Sefti as auditorias de sistemas de dados, a exemplo de auditorias feitas em sistemas de arrecadação federal, sistemas do Bacen e Caixa Econômica Federal.
O secretário ainda afirmou que no âmbito do trabalho que envolve o mercado de TI, “O bom gestor consegue alcançar seus resultados com ética, no entanto, a entidade deve traçar de maneira real os seus valores e estilo de trabalho”, concluiu.
Palestra “Fiscalização de Enterprise Resource Planning (ERP)” – Finalizando as apresentações da manhã, o auditor da Sefti Wesley Vaz promoveu palestra sobre Sistemas Integrados de Gestão das Empresas Estatais, momento em que apresentou ao mercado privado de TI os principais resultados de um conjunto de avaliações de controles de governança e de gestão de TI que fornecem suporte à efetiva operação dos sistemas integrados de gestão (ERP), além de apresentar as deliberações do TCU em relação ao tema.
Pesquisa realizada pela Sefti, em 2010, que envolveu 57 empresas estatais, identificou que 49% delas já possuíam sistema ERP e 33% planejavam adquiri-lo. Segundo Vaz, há uma tendência de aumento da utilização deste sistema. “A importância do ERP nas corporações está se mostrando. Com este sistema, fica entendido que ao se desfazer a complexidade do acompanhamento de todo o processo de produção, venda e faturamento, a empresa tem mais subsídios para se planejar, diminuir gastos e repensar a cadeia de produção”, explicou.
Em reflexão final, Vaz ressaltou a importância do envolvimento de outras entidades. “Entende-se relevante envolver os Órgãos Governantes Superiores de TI (OGS) nessa discussão, tendo em vista a tendência de aumento da utilização de sistemas integrados de gestão por órgãos e entidades da Administração Pública Federal Direta e Indireta e a constatação dos riscos associados à sua gestão e operação neste trabalho”, concluiu.
Leia outros destaques da programação da manhã desta quinta-feira (27) aqui (palestra do presidente do TCU, ministro Benjamin Zymler, e apresentação sobre governança de TI da APF).
Fonte: TCU
