Da Redação
O senador Wellington Dias (PT-PI) comentou, em Plenário, o pronunciamento feito na tarde desta segunda-feira (24) pela presidente Dilma Rousseff. No discurso, a presidente falou sobre as reivindicações da população que tem se manifestado em todo o Brasil e propôs soluções como a realização de um plebiscito sobre a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para tratar de reforma política.
– Embora com uma pauta muito grande, com muitos pontos, compreendendo que, ainda assim, a manifestação é muito importante, porque são muitos os problemas. Acho que há certo desejo silencioso que agora explode, vem às ruas – afirmou o senador.
O pronunciamento da presidente foi feito antes de reunião com prefeitos e governadores no Palácio do Planalto. Dilma Roussef propôs pactos em favor do Brasil no equilíbrio fiscal, educação, saúde e transporte público, além da reforma política.
Entre as medidas propostas pela presidente está uma colaboração entre os entes federados para resolver os problemas da mobilidade urbana. O alto custo das tarifas foi o que motivou o início dos protestos. A presidente anunciou investimentos de R$ 50 bilhões do governo federal em obras de mobilidade nas cidades.
Na área política, outro tema recorrente nas manifestações, a presidente propôs a discussão de uma nova legislação que trate a corrupção como crime hediondo. Essa mudança já está prevista no projeto de lei do senado (PLS) 660/2011, apresentado pelo senador.
– Não tem um corrupto se não tem um corruptor e a nossa legislação precisa tratar de forma muito especial sobre isso – defendeu.
Sobre o plebiscito para a convocação de uma Constituinte que discutiria a reforma política, o senador afirmou que o tema é prioritário para a sociedade.
Apartes
Em aparte, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse ter considerado o pronunciamento contundente, à altura da gravíssima crise que o Brasil vive. Randolfe afirmou que apoiará uma nova Constituinte, desde que os integrantes não sejam os atuais congressistas.
Já Cristovam Buarque (PDT-DF) criticou pontos do pronunciamento, mas se disse satisfeito pelo fato de a proposta de Constituinte exclusiva, nascida nos debates no Senado, ser aceita e defendida pela presidente.
Paulo Paim (PT-RS), por sua vez, afirmou que está claro o desejo da população de fazer uma reforma política. Para ele, o Congresso precisa encaminhar de imediato uma proposta sobre o tema.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
