Da Redação
Em pronunciamento nesta quarta-feira (6), o senador Roberto Requião (PMDB-PR) lamentou o falecimento do bispo emérito da Diocese de Palmas, no Paraná, Dom Agostinho José Sartori.
– Dom Agostinho não honrou apenas a Igreja Católica; honrou o Paraná, honrou o Brasil. Foi um padre de verdade. Vivia o cristianismo intensamente, integralmente, nas suas palavras e nas suas ações. A doação de Dom Agostinho não conheceu limites. Nada o continha, ele nada temia, nunca mediu riscos pessoais em sua ação evangelizadora – afirmou.
Em 1977, disse Requião, as contradições então vividas pelo regime militar permitiram a criação de uma inusitada comissão parlamentar de inquérito, a CPI da Terra. Sem alarde e sem pirotecnia, disse o senador, a comissão fez um dos mais completos inventários sobre a questão da terra no país, mapeando conflitos, denunciando grilagens, assassinatos de agricultores, a expulsão de lavradores pela construção de grandes barragens e a subindenização de suas terras.
– Junto com outro grande bispo, Dom Tomás Balduíno, e com os pastores luteranos Gernote Kirinus e Werner Fuchs, Dom Agostinho Sartori foi um leão naquela CPI. Assumiu a causa dos agricultores com o amor e a valentia do pastor em defesa de suas ovelhas – afirmou.
Requião lembrou ainda que, da defesa dos agricultores que tiveram suas terras inundadas pela barragem de Itaipu e que foram miseravelmente compensados, surgiu o Mastro (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Oeste do Paraná), ponto de partida para a organização de movimentos em defesa dos agricultores e pela reforma agrária no país.
– A Bíblia nos fala dos homens bons, que agradam a Deus e a quem devemos reverenciar. Dom Agostinho José Sartori era um desses homens bons, justos e honestos de que falam as Escrituras. Que Deus o tenha – disse o senador.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
