Da Redação
O senador Magno Malta (PR-ES) reafirmou em Plenário que está fora da base do governo. Em discurso de protesto contra a aprovação, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na manhã desta terça-feira (17), de projeto que unificou a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) de produtos importados, o parlamentar criticou a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e os senadores Delcídio do Amaral (PT-MS) e Armando Monteiro (PTB-PE).
– Reafirmo, estou fora da base desse governo. Reafirmo a insensibilidade da presidente Dilma, que fui para a rua ajudar a eleger. E um ministro frio, calculista, dono do Brasil. O cofre é desse cidadão, só ele sabe fazer conta, só ele sabe calcular as coisas – disse, referindo-se, por último, ao ministro Mantega, que chamou de arrogante.
Magno Malta disse que o estado de Delcídio do Amaral deveria pagar mais imposto devido ao gás que vem da Bolívia, mas “meteu o pé na porta – e ele é do PT”, e a cobrança foi desfeita. Da mesma forma, segundo o senador, foram dadas compensações ao estado de Pernambuco, que ganhou o porto de Suape, uma refinaria e uma fábrica de automóveis.
– Nosso querido senador, ex-presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), falou: agora pode acabar com o de todo mundo, a compensação está aí – afirmou, referindo-se ao senador Armando Monteiro.
O representante capixaba afirmou que, enquanto os estados do Espírito Santo, Santa Catarina e Goiás ficarão no prejuízo, senadores de outros estados jantarão hoje em um restaurante de Brasília “rindo dos nossos estados”.
– Não admito que nenhum senador me peça solidariedade. Um Senado, que é a casa do equilíbrio, onde há uma solidariedade nacional, não é solidário em nada. Entende-se que nós não precisamos ser solidários com ninguém, em questão nenhuma – afirmou Magno Malta, acrescentando que tudo o que queriam os estados derrotados era “uma compensação minimamente responsável” para os recursos retirados com a unificação do ICMS.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
