Ao discutir o novo Código Florestal (PLC 30/2011), o senador Paulo Davim (PV-RN) exaltou o valor do patrimônio natural brasileiro, afirmando que o empenho de entidades de classe e organizações não governamentais (ONGs) na discussão da matéria reflete “zelo e cuidado” com o meio ambiente. O parlamentar repeliu conceitos errados que se fizeram contra os ambientalistas desde o início do debate sobre o Código Florestal, e afirmou que ambientalistas não se opõem ao agronegócio.
– Quem dos brasileiros não torce e não vibra com o crescimento do país e com a pujança de sua produção agrária? Todos nós torcemos por isso. Reconhecemos a importância do agronegócio para o PIB brasileiro – disse o senador, que também lembrou a posição da comunidade científica, contrária ao texto em votação.
Davim classificou como “bravata” o conceito de que é preciso desmatar para aumentar a produção: apresentando estatísticas, o senador destacou o aumento da produtividade da agropecuária contemporânea, tornando desnecessário o avanço sobre a floresta.
Ele afirmou que as críticas à reserva legal são um “factóide”. Ele respondeu a argumento comumente apresentado por ruralistas, segundo o qual os Estados Unidos e países da Europa “não têm reserva legal”. Davim explicou que esses países, se pudessem ter tais áreas de preservação, as teriam, e que hoje buscam recuperar áreas degradadas.
Paulo Davim afirmou que o Brasil tem um patrimônio natural “ímpar”, citando, entre outras informações, que 12% da água doce do mundo passa pelo país e que biodiversidade é fonte de princípios ativos de importantes medicamentos.
– A humanidade precisa desta biodiversidade. Esta prateleira ainda vai trazer antídotos e remédios para curar muitos males da humanidade – declarou.
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Fonte: Senado
