Da Redação
Em pronunciamento nesta segunda-feira (6), o senador Anibal Diniz (PT-AC) voltou a defender a posição do governo brasileiro favorável à entrada da Venezuela no Mercosul. Para ele, apesar de todas as críticas à entrada da Venezuela no bloco, decidida em junho, a mudança representa oportunidades econômicas para o Brasil e não pode ser analisada apenas sob o prisma da política interna do país vizinho.
– Gostemos ou não de Chávez, precisamos reconhecer que a incorporação da Venezuela como membro pleno do Mercosul é positiva para os interesses do Brasil e do bloco como um todo – disse o senador, em referência ao presidente da Venezuela.
Anibal Diniz lembrou que a entrada da Venezuela no Mercosul vem sendo discutida desde o início dos anos 90, por diferentes governos brasileiros. Ele afirmou que a adesão daquele país Mercosul é apenas uma etapa de um longo processo, e não resultado de uma simpatia do atual governo pelo presidente venezuelano, que, apesar de ter aspectos questionáveis, não fere a democracia.
– Não há parâmetros objetivos para se dizer que houve ruptura democrática na Venezuela, ao contrário do que aconteceu no Paraguai – afirmou o senador, que defendeu a posição brasileira de impor sanções ao Paraguai.
Economia
Anibal Diniz disse que o crescimento recente das exportações do Brasil para a Venezuela mostra o potencial da relação entre os dois países, que deve ser favorecida com a entrada da Venezuela no bloco. Ele disse ainda que é preciso considerar, além da quantidade, a qualidade das exportações.
– Cerca de 72% das nossas exportações para a Venezuela são de produtos industrializados, com alto valor agregado e alto potencial de geração de empregos – frisou.
O senador lembrou, ainda, o fato de a crise econômica mundial, com a redução dos fluxos mundiais de comércio, demandar medidas de estímulo ao comércio regional e os investimentos intrabloco. O crescimento do Mercosul daria impulso à ampliação de mercados e consolidaria a posição do bloco frente a outros acordos internacionais.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
