O senador Anibal Diniz (PT-AC), em discurso nesta quarta-feira (14), elogiou a criação, pelo governo federal, do Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack como o objetivo de atenuar as consequências do uso de drogas ilícitas na sociedade.
O parlamentar citou dados de pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios segundo os quais 98,4% dos 4.400 municípios pesquisados estão enfrentado problemas com as drogas. O crack vem substituindo o álcool, especialmente nos municípios de pequeno porte, por seu baixo custo. Já são mais de 1,2 milhão de dependentes químicos somente no Brasil, disse o senador.
Diante disso, Anibal Diniz salientou a importância de um plano como o lançado pelo governo. Ele ressaltou o fato de que o objetivo do plano é cuidar das pessoas que precisam de tratamento, sem deixar de lado a repressão e o combate ao tráfico.
– Ao mesmo tempo em que há a preocupação de atender os dependentes, vítimas das drogas, há a preocupação de combater com todo rigor o sistema do narcotráfico, que afronta a sociedade – frisou.
O Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack trabalha em três eixos, conforme explicou o senador. O primeiro, do cuidado, tem como objetivo ampliar a oferta de serviços de saúde aos usuários, com a qualificação de profissionais, a criação de uma rede de atendimento com estrutura diferenciada, que os ajude na superação do vício e na reinserção social, a criação de enfermarias especializadas e de pelo menos dois mil leitos para os usuários que precisem de internação.
O eixo da prevenção prevê investimentos em programas nas escolas, com a capacitação de educadores e militares do Programa Nacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) e de 870 mil líderes comunitários até 2014 para trabalhar com o tema.
Já o eixo da autoridade prevê a realização de ações policiais nas fronteiras e nos centros consumidores, além de policiamento ostensivo nos pontos de uso e a revitalização dos espaços de consumo. Ações de inteligência e integração entre policiais estaduais e federais e a prisão de traficantes e desarticulação de quadrilhas também estão nos planos, segundo explicou o parlamentar.
Fonte: Senado

