Da Redação
Ao elogiar os jovens que participaram das recentes manifestações em todo o país, muitas vezes com o slogan “O gigante acordou”, a senadora Ana Rita (PT-ES) fez uma ressalva: “Para se fazer justiça histórica, é adequado registrar que inúmeros brasileiros não acordaram agora; uma parte acordou agora, outra nunca dormiu”. Ela também afirma que a reforma política proposta pela presidente Dilma Rousseff é uma das demandas dos manifestantes. A senadora fez tais declarações nesta sexta-feira (5), durante pronunciamento em Plenário.
Para Ana Rita, quem participou nas últimas décadas de movimentos como os que defendiam a redemocratização do país e as eleições diretas e lutavam contra “os descalabros dos governos neoliberais”, entre outras causas, só pode saudar os atuais manifestantes. Eles, na opinião da senadora, enviam um “recado firme e contundente”: o de que o atual sistema político e eleitoral do país, baseado no financiamento privado, estaria esgotado.
– A decisão da presidente Dilma de propor um plebiscito sobre a reforma política é acertada e demonstra que ela está em sintonia com os clamores vindos da rua – frisou a parlamentar.
Para reforçar seus argumentos, a senadora citou uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo que aponta 89% de apoio à reforma política.
Ana Rita disse que, apesar dos avanços conquistados nos mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva e no atual, de Dilma Rousseff, ambos do PT, os protestos ocorrem porque o país ainda apresenta distorções sociais e econômicas graves e “um déficit significativo de democracia”.
– A concentração de renda e a concentração de poder político e econômico ainda é gigantesca – assinalou, destacando que “a resistência a mudanças é visível inclusive no Congresso”.
A senadora reiterou, ao final de seu pronunciamento, que os manifestantes devem continuar atuantes, “para que o país avance nas transformações almejadas”.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
