O advogado de Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e de Jairo Martins de Souza, Leonardo Gagno, afirmou há pouco que seus clientes não vão responder às perguntas dos parlamentares da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Segundo o advogado, seus clientes ficarão calados porque consideram que “as provas estão calcadas em escutas telefônicas que julgamos ilegais”. De acordo com Gagno, as escutas seriam ilegais porque são telefonemas entre os dois e o senador Demóstenes Torres (sem partido/GO). A defesa do senador considera as escutas de seus telefonemas ilegais porque não teriam sido autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), única corte que pode julgar processos relativos a parlamentares.
O advogado disse ainda que irá manter a linha de coerência da defesa de que seus clientes não se autoincriminem ao dar declarações à CPMI.
A reunião da CPMI acaba de começar. É provável que Wladimir Garcez responda a algumas perguntas dos parlamentares. Ele será o primeiro a depor. Em seguida, viriam Dadá e Jairo.
O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), antes de começar a reunião leu as explicação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviadas ontem à comissão e considerou as explicações tecnicamente convincentes. Após os depoimentos de hoje, Vital do Rêgo irá conversar com os demais parlamentares da CPMI para decidirem se são necessárias mais informações do procurador sobre a Operação Vegas.
Continue acompanhando esta cobertura.
Fonte: Portal Câmara dos Deputados
