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Transparência e barateamento nas tarifas do transporte


A tarifa do transporte de passageiros retornou à agenda política, não só na Capital, mas em várias cidades por conta do reajuste previsto para junho. A preocupação das comunidades é que este fato relaciona-se tanto com o preço das passagens quanto com a redução da qualidade dos serviços oferecidos. O tema mexe com a vida das pessoas: um trabalhador que ganha um salário mínimo consome 21% de sua renda com o transporte coletivo.

Como metalúrgico, sindicalista e parlamentar preciso estar atento ao peso do transporte na vida do trabalhador. Como economista, analiso os dados e firmo convicção de que a relação empresas x usuários deve mudar. O transporte coletivo Metropolitano é responsável pelo deslocamento diário de 1,55 milhão de pessoas, que pagam uma tarifa média de R$ 3,00, totalizando receita diária de R$ 4,7 milhões. No mês, são cerca de R$ 130 milhões. Em uma análise da compatibilidade entre os valores pagos às empresas e os serviços prestados por elas, cabe um questionamento: um sistema público de transportes com receita diária de R$ 4,7 milhões não poderia ser de melhor qualidade?


Acrescento à pergunta acima a informação de que, com a criação do vale transporte e da passagem escolar e, especialmente, com a adoção dos sistemas eletrônicos de cobrança tarifária, as empresas permissionárias antecipam receitas. Esta antecipação – de 65% em Porto Alegre – gira em torno de R$ 600 mil/dia ou cerca de R$ 17,3 milhões mensais. Mais: desta receita tarifária, estima-se que 5% das viagens não sejam efetivadas pelos usuários, fazendo com que R$ 865 mil/mês não sejam gastos, restando como saldo na conta corrente das empresas.


Outra questão necessita ser enfrentada pela Frente Parlamentar pelo Barateamento e Transparência das Tarifas do Transporte Coletivo – lançada com a assinatura dos 55 deputados – é quanto à adoção do bilhete único e da gestão pública, integrando os 33 municípios da Região Metropolitana. Com maior segurança, carros novos, conforto, cumprimento de horários, haverá aumento de usuários e consequente aumento na prestação do serviço, garantindo mais ganhos às empresas, redução da evasão de tarifas, benefício aos usuários mais pobres, controle de horários, entre outros. Assim, teremos mais transparência na política de tarifas do transporte coletivo público. Precisamos de soluções, o que pretendemos fazer na frente parlamentar que passo a coordenar.


* Deputado Estadual e Presidente da Frente Parlamentar pelo Barateamento e Transparência das Tarifas do Transporte Coletivo

Fonte: AL/RS

Como citar e referenciar este artigo:
NOTÍCIAS,. Transparência e barateamento nas tarifas do transporte. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2013. Disponível em: https://investidura.com.br/noticias/alrs/transparencia-e-barateamento-nas-tarifas-do-transporte/ Acesso em: 26 jun. 2026