O presidente da Câmara de Vereadores, Dagmar Dengo (PDT), citou um exemplo claro de como o alto preço cobrado pelas concessionárias atrapalha o desenvolvimento econômico e social do Estado. “Um contêiner que venha e volte ao porto de Rio Grande custará ao caminhoneiro ou à empresa dona do caminhão aproximadamente R$ 500 em pedágios. Com isso, torna-se muito mais atrativo levar as mercadorias para portos como o de Itajaí, em Santa Catarina”.
Para o prefeito Elói Poltronieri (PT), os contratos com as concessionárias foram muito mal feitos. “Por exemplo, ficou de fora a questão das áreas urbanas das rodovias. Nosso município é cortada por duas estradas federais, ambas pedagiadas, e temos uma imensa dificuldade nesta área”, disse o prefeito.
Em defesa das empresas, o representante da Agência Gaúcha das Concessionárias de Rodovias (Agcr), Egon Schunk Júnior, destacou a melhoria significativa nas estradas do Rio Grande do Sul que foram administradas pela iniciativa privada nos últimos anos e destacou a incapacidade do Estado em cuidar das rodovias. “O setor público não tem condições de administrar todas as estradas do Estado. Os governantes devem fazer os ajustes que acharem necessários nos contratos, mas não podem deixar nossas estradas ao Deus dará”, declarou Schunk Júnior.
Nos encaminhamentos finais, Gilmar Sossella destacou que, com a aprovação, por parte da Assembleia Legislativa, da criação da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e da confirmação do governo estadual de devolver a administração das estradas federais à União, o relatório final da Subcomissão dos Pedágios terá apontamentos importantes para a definição do modelo a ser adotado pelo Estado. “Nosso relatório se baseia nas opiniões, críticas e sugestões que estamos ouvindo em todo Estado. Ninguém melhor do que os usuários diários das rodovias e as comunidades onde as praças estão inseridas para saber as dificuldades do atual modelo de concessão e qual a melhor solução para isso”, declarou o deputado.
Também fizeram parte da mesa principal na audiência o representante do Sindicato dos Transportadores de Carga de Vacaria (Sindival), Paulo Ossani, do Ministério Público de Vacaria, promotor Luis Augusto Costa, da Agergs, Ayres Apolinálio, do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Marco Michellin, e da CDL de Vacaria, Roberval Martins. Dentre os demais participantes do encontro estiveram o ex-deputado Francisco Appio, representantes da OAB e de outras entidades da região, além de lideranças comunitárias, empresários e representantes da comunidade.
A Subcomissão dos Pedágios terá suas próximas audiências públicas no dia 2 de julho. Pela manhã, na Câmara de Vereadores de Coxilha e, à tarde, na Câmara de Vereadores de Carazinho.
Fonte: AL/RS
