A deputada Marisa Formolo (PT) ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa, na sessão plenária desta terça-feira, 30, para falar do Outubro Rosa, mês de conscientização e combate ao câncer de mama. O movimento que dura o mês inteiro busca alertar sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que é o segundo mais recorrente no mundo, perdendo apenas para o de pele.
Marisa informou que a luta contra o câncer de mama começou em 1920, como uma reflexão para ampliar a consciência da população em torno da prevenção a este tipo de câncer. A deputada destacou que, atualmente, “o câncer de mama não atinge apenas as mulheres, pois a utilização de hormônios nas carnes de aves e outros animais, bem como os agrotóxicos acumulados nos alimentos que ingerimos produzem alterações metabólicas que também causam problemas aos homens. Estas alterações não atingem apenas a próstata, mas também as mamas masculinas”.
Marisa observou que dentre as doenças cancerígenas o câncer de mama é o que mais causa óbitos entre as mulheres. A deputada ressaltou que a mama ao mesmo tempo em que é símbolo de vida por alimentar os bebês, traz consigo geneticamente os maiores riscos à saúde das mulheres. Ela salientou que “a luta pela vida exige o fim de preconceitos ainda existentes na sociedade, a criação de políticas públicas que antecipem a idade de diagnóstico precoce com exames gratuitos e medidas urgentes quando a doença for diagnosticada, pois se houver demora na intervenção reduz-se a possibilidade de cura”.
Outro problema apontado por Marisa é o fortalecimento das Equipes de Saúde da Família que, segundo ela, “devem visitar, cadastrar e acompanhar as mulheres pobres em idade de fazer exames preventivos, para reduzir a absurda estatística, do Brasil, de 35 óbitos femininos por dia em virtude do câncer de mama”.
Fonte: AL/RS
