Sobre a questão da anchova, ficou estabelecido que as ações do grupo de trabalho que trata do tema serão retomadas tão logo termine a RIO + 20, evento que debate, no Rio de Janeiro, os assuntos ligados à área ambiental e de desenvolvimento sustentável. A intenção é que a anchova deixe de ser considerada fauna acompanhante para se transformar em pesca alvo, considerando as características diferenciadas das águas da região sul.
Em relação ao limite reduzido de 2.500 metros para pesca de malha, que fez parar cerca de 134 embarcações de captura, inviabilizando o sustento das famílias de pescadores, o ministro garantiu que procurará construir, junto às esferas relacionadas ao tema, um novo cenário para viabilizar a atividade, já que a característica desse tipo de pesca em Rio Grande e São José do Norte não é de arrasto, mas de espera, o que justificaria a proposição de uma área maior para a captura.
Visita ao Ibama
Na conversa com o presidente do Ibama, Luís Alberto Sabanay, Alexandre reforçou a preocupação com os temas já referidos e destacou a questão que envolve a pesca de rede de lance em beira de praia. Recentemente o Ibama impediu os pescadores de realizar esse tipo de captura, já tradicional em Rio Grande e nos municípios vizinhos. Lindenmeyer pediu que Sabanay considerasse o histórico e o perfil desse tipo de pesca na região. O presidente prometeu analisar o caso com atenção. “As visitas foram bastante positivas, e saímos de Brasília com a sensação de que as soluções estão bem encaminhadas”, concluiu o deputado.
Fonte: AL/RS
