No Grande Expediente da sessão plenária dessa quinta-feira (3), o deputado José Sperotto (PTB) prestou homenagem aos 260 anos da presença açoriana no Rio Grande do Sul. O trabalhista lembrou que os primeiros imigrantes açorianos do Estado partiram do arquipélago europeu dos Açores, formado pelas ilhas Santa Maria, Ilha Terceira, São Jorge, Faial, Pico, São Miguel e Graciosa e, mais tarde, pelas ilhas Flores e Corvo.
Imigração no Estado
“Protagonistas da nossa história, com a sua arquitetura, sua religiosidade, sua culinária, seus costumes e tradições, os 60 casais açorianos que aqui se estabeleceram transformaram o Porto de Dornelles na Freguesia de Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre, que, em 1822, através de carta de Dom Pedro I, passou a ostentar o título de Cidade Leal e Valorosa, estampado no brasão da nossa Capital até os dias de hoje”, explicou Sperotto.
“Protagonistas da nossa história, com a sua arquitetura, sua religiosidade, sua culinária, seus costumes e tradições, os 60 casais açorianos que aqui se estabeleceram transformaram o Porto de Dornelles na Freguesia de Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre, que, em 1822, através de carta de Dom Pedro I, passou a ostentar o título de Cidade Leal e Valorosa, estampado no brasão da nossa Capital até os dias de hoje”, explicou Sperotto.
O parlamentar ressaltou que há registros da chegada dos portugueses açorianos desde 1752, quando da passagem dos Sete Povos das Missões. Ele lembrou que muitos vieram por terra, ocupando parte do litoral gaúcho até o município de Osório. A partir de 1753, assentaram-se em Triunfo, Taquari e Santo Amaro. Posteriormente, povoaram São Francisco de Paula, Maquiné Velho (hoje municípios de Maquiné e Terra de Areia). Também deram nome à Lagoa dos Quadros, no município de Capão da Canoa, e povoaram o litoral até onde hoje se encontra o município de Viamão.
“Na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, no município de Osório, há registros de batizados de descendentes de açorianos já em 1917”, lembrou o deputado. Já entre os anos de 1822 e 1823, estabeleceram-se em Encruzilhada do Sul, Piratini, Gravataí, Santo Antonio da Patrulha, Mostardas, Rio Pardo, Santo Amaro, Caçapava do Sul, Taquari e outros, hoje municípios, relatou Sperotto.
Contribuição no desenvolvimento do RS
O parlamentar explicou que os primeiros cinco anos dos açorianos no Estado foram dedicados quase que exclusivamente à agricultura. Em regiões distintas, introduziram a lavoura canavieira, a vitivinicultura e o trigo. E construíram engenhos de açúcar e moinhos para a elaboração da farinha, informou o deputado. Sperotto também lembrou que os imigrantes encontraram muitas dificuldades relativas ao clima gaúcha, que oscila entre os 40ºC no verão a até temperaturas negativas no inverno.
O parlamentar explicou que os primeiros cinco anos dos açorianos no Estado foram dedicados quase que exclusivamente à agricultura. Em regiões distintas, introduziram a lavoura canavieira, a vitivinicultura e o trigo. E construíram engenhos de açúcar e moinhos para a elaboração da farinha, informou o deputado. Sperotto também lembrou que os imigrantes encontraram muitas dificuldades relativas ao clima gaúcha, que oscila entre os 40ºC no verão a até temperaturas negativas no inverno.
O deputado destacou que na chamada Península Azul, onde hoje se localizam os municípios de Palmares do Sul, Mostardas, Tavares e São José do Norte, os nossos imigrantes açorianos encontraram um alento com tamanha biodiversidade e com terras um pouco mais férteis. Nesta região, cultivaram o trigo, o centeio, a cebola e iniciaram a criação de ovelhas e gado.
As mulheres açorianas trouxeram das ilhas a técnica e a habilidade das tramas com fibras de bananeira, taquara, palha de trigo e tiririca, que muitas vezes resultavam em agasalhos e cobertas. Pouco tempo depois, após a tosquia da ovelha, lavavam e tratavam o material que era usado no tear dos “cobertores mostardenses”, explicou.
Descendentes ilustres
O deputado observou que alguns descendentes açorianos, por tamanha relevância para o Estado, merecem serem lembrados como Getúlio Vargas, que governou o Brasil por quinze anos, João Goulart, Assis Brasil, Borges de Medeiros, Luis Carlos Prestes, o ex-prefeito de Porto Alegre, José Loureiro da Silva, a poetisa Delfina da Cunha, o principal dirigente da revolta dos farrapos, Bento Gonçalves, assim como os escritores Érico Veríssimo e Luiz Antônio de Assis Brasil.
O deputado observou que alguns descendentes açorianos, por tamanha relevância para o Estado, merecem serem lembrados como Getúlio Vargas, que governou o Brasil por quinze anos, João Goulart, Assis Brasil, Borges de Medeiros, Luis Carlos Prestes, o ex-prefeito de Porto Alegre, José Loureiro da Silva, a poetisa Delfina da Cunha, o principal dirigente da revolta dos farrapos, Bento Gonçalves, assim como os escritores Érico Veríssimo e Luiz Antônio de Assis Brasil.
“E é na pessoa do atual secretário de Estado da Cultura, Luiz Antônio de Assis Brasil, que homenageio aqueles que vieram, povoaram e contribuíram na formação da nossa cultura e da nossa etnia”, discorreu.
Influência na cultura
Conforme o trabalhista, a terceira geração dos açorianos consolidou o Movimento Tradicionalista Gaúcho. “Descendentes de açorianos são os pais do nosso tradicionalismo”, afirmou. As danças como a “chimarrita” e a “dança do pezinho”, foram introduzidas ao folclore gaúcho pelos açorianos, assim como as tradicionais brincadeiras conhecidas como sapata, o passa-anel e a ciranda-cirandinha, explicou Sperotto.
Conforme o trabalhista, a terceira geração dos açorianos consolidou o Movimento Tradicionalista Gaúcho. “Descendentes de açorianos são os pais do nosso tradicionalismo”, afirmou. As danças como a “chimarrita” e a “dança do pezinho”, foram introduzidas ao folclore gaúcho pelos açorianos, assim como as tradicionais brincadeiras conhecidas como sapata, o passa-anel e a ciranda-cirandinha, explicou Sperotto.
“De geração em geração, os descendentes dos açorianos nos marcaram com eventos religiosos, identificados com o gaúcho até os dias de hoje, como as festas do Espírito Santo, festas juninas e festas do mar”, destacou.
Contexto atual
Sperotto informou que é o autor de um projeto de lei que gerou a Lei nº 13.082, de 3 de dezembro de 2008, que instituiu a Semana da Comunidade Luso-Brasileira. O deputado também citou outros projetos voltados para a comunidade de iniciativa do então deputado estadual Vieira da Cunha, da ex-governadora Yeda Crusius e do trabalho conjunto entre as secretarias de Estado da Cultura e do Turismo, do governo Tarso Genro, que criou o Comitê Organizador das Comemorações dos 260 anos do Povoamento Açoriano no Estado do Rio Grande do Sul.
Sperotto informou que é o autor de um projeto de lei que gerou a Lei nº 13.082, de 3 de dezembro de 2008, que instituiu a Semana da Comunidade Luso-Brasileira. O deputado também citou outros projetos voltados para a comunidade de iniciativa do então deputado estadual Vieira da Cunha, da ex-governadora Yeda Crusius e do trabalho conjunto entre as secretarias de Estado da Cultura e do Turismo, do governo Tarso Genro, que criou o Comitê Organizador das Comemorações dos 260 anos do Povoamento Açoriano no Estado do Rio Grande do Sul.
O parlamentar disse que não poderia deixar de mencionar um evento recente que trará benefício nas relações do Brasil com Portugal, que consolidará, definitivamente, a integração dos dois povos, que se trata da reforma ortográfica, que entrará em vigor no próximo ano, a partir de 1º de janeiro de 2013.
“Consolidada essa reforma, nada mais nada menos do que oito países que falam a língua portuguesa terão os seus registros escritos unificados. Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste estarão mais integrados do que nunca”, afirmou.
O deputado ressaltou que o português é a quinta língua mais falada no mundo. “São mais de 210 milhões de pessoas que usam esse idioma. O intercâmbio cultural entre essas pessoas estará facilitado e passaremos a ter um só idioma oficial, entrave que, hoje, nos embaraça junto às Organizações das Nações Unidas- ONU. Além dos laços culturais, também os laços comerciais estarão mais próximos com a unificação da Língua Portuguesa”, destacou.
No fim da solenidade, foi entregue uma placa ao presidente do Instituto Cultural Português, Antônio Soares, em homenagem aos 260 da chegada dos açorianos no Rio Grande do Sul.
Apartes
Manifestaram-se, em apartes, os deputados Alexandre Lindenmeyer (PT), Miki Breier (PSB), Jurandir Maciel (PTB) e Maria Helena Sartori (PMDB).
Manifestaram-se, em apartes, os deputados Alexandre Lindenmeyer (PT), Miki Breier (PSB), Jurandir Maciel (PTB) e Maria Helena Sartori (PMDB).
Presenças
Compareceram ao Plenário 20 de Setembro do Palácio Farroupilha, nessa tarde, a chanceler do Vice-Consulado de Portugal em Porto Alegre, Neusa Boffa; o secretário de Estado da Cultura, Luiz Antonio de Assis Brasil; a defensora pública Andreia Paz Rodrigues; o secretário municipal de Cultura de Santo Antônio da Patrulha, Fernando Lauck; o representante da Casa de Portugal, Vitorino Meireles do Bem; o representante da Câmara de Comércio Brasil-Portugal, Joaquim Firmino; além de dirigentes e representantes de entidades que integram a comunidade portuguesa no Estado do Rio Grande do Sul.
Compareceram ao Plenário 20 de Setembro do Palácio Farroupilha, nessa tarde, a chanceler do Vice-Consulado de Portugal em Porto Alegre, Neusa Boffa; o secretário de Estado da Cultura, Luiz Antonio de Assis Brasil; a defensora pública Andreia Paz Rodrigues; o secretário municipal de Cultura de Santo Antônio da Patrulha, Fernando Lauck; o representante da Casa de Portugal, Vitorino Meireles do Bem; o representante da Câmara de Comércio Brasil-Portugal, Joaquim Firmino; além de dirigentes e representantes de entidades que integram a comunidade portuguesa no Estado do Rio Grande do Sul.
Fonte: AL/RS
