As empresas ‘startup’ são empreendimentos ainda em fase de constituição, com atividades ligadas à pesquisa e desenvolvimento de ideias inovadoras e que ofereçam a possibilidade de rápido crescimento e geração de lucros. Foi com o objetivo de debater políticas públicas e o incentivo a este tipo de empresas no Rio Grande do Sul que a Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia realizou audiência pública na manhã dessa terça-feira (26). A audiência ocorreu na Sala João Neves da Fontoura, o Plenarinho, e foi presidida pelo deputado Carlos Gomes (PRB).
O requerente da audiência pública, deputado Paulo Borges (DEM), enfatizou que a discussão do assunto é inédita no Parlamento gaúcho. “Este assunto é novo para alguns. Estamos dando um pontapé inicial bastante importante. O termo startup é um inédito para muito gestores públicos, mas já é uma realidade, um termo forte que designa energia e inovação. Empresas fortes aqui no Rio Grande do Sul e no mundo. São empresas muito delas originadas num quarto de casa. O Facebook e o Google são exemplos desses empreendimentos e hoje em dia ninguém vive mais sem”, registrou o deputado.
Peculiaridades do Mercado
Fundador da Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos que estimula o chamado “investimento-anjo” de apoio ao empreendedorismo de inovação, Cassio Spina explicou para os presentes que o mercado de startup tem peculariedades específicas, priorizando o trabalho em rede. “São empresas com um potencial de riqueza e que se multiplicam. Para o Brasil a atividade em si, apesar de ser nova, já conta com muitos ‘cases’.”
Fundador da Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos que estimula o chamado “investimento-anjo” de apoio ao empreendedorismo de inovação, Cassio Spina explicou para os presentes que o mercado de startup tem peculariedades específicas, priorizando o trabalho em rede. “São empresas com um potencial de riqueza e que se multiplicam. Para o Brasil a atividade em si, apesar de ser nova, já conta com muitos ‘cases’.”
Rodrigo Noll, empreendedor que criou a empresa Viagem Mania, disse que uma startup se caracteriza pela inovação. “Sempre que um empreendedor vai buscar dinheiro com o investidor, o anjo, como esse agente é chamado, pergunta qual a inovação que o empreendedor está trabalhando. Já se provou mais de uma vez que inovação é um dos caminhos no mercado atual. As ‘startup’s também são formas de desenvolver mãos-de-obra, principalmente de ponta”, falou. Rodrigo também contou que sua empresa, por exemplo, começou no sótão.
Governo do RS tem política para o mercado de inovação
Representantes do Executivo estadual disseram que o governo está atento a este novo mercado e já tem programas de incentivos para os empreendimentos. Luciano Andreatta, diretor técnico da Secretaria de Ciência e Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Estado afirmou que o Estado já tem realidadescomo o programa de parques tecnológicos, que oferece recursos às empresas inovadoras, e que foram assinados termos de cooperação com institutos de inovação na Europa. “Também concretamente, temos R$ 17 milhôes este ano para financiar o desenvolvimento tecnológico só no interior do Estado. Temos o programa Inovar para empreender, e estamos criando um decreto para regulamentar as incubadoras no RS”, informou.
Para Carlos Artur Hauschild representante da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção de Investimentos, os empreendedores devem demandar o Estado e trabalhar em conjunto com o governo para aprimorar as políticas de fomento às empresas. “A política industrial também passa por ouvir a sociedade para tratar de suas demandas específicas. Criamos a Sala do Investidor, que um espaço para facilitar esse diálogo, e fazemos de seis a quatro salas por semana. Este espaço centraliza e agiliza as demandas. No ano passado tivemos volume expressivos de investimentos no setor”. Hauschild afirmou que o estado deve ser um agente facilitador para que as empresas startup possam se enraizar no Rio Grande do Sul. “Temos que primar pela inteligência gerada aqui”, frisou.
Encaminhamentos
Os participantes da audiência pública definiram, ao final do encontro, pela criação de um grupo de trabalho representativo e oficial do Rio Grande do Sul, reunindo gestores públicos, integrantes do Parlamento e empreendedores para tratar do tema. Uma cartilha será elaborada pelo Parlamento gaúcho explicando o que são as empresas startup e os caminhos para buscar parcerias que o governo, universidades oferecem para estes empresários.
Reunião ordinária
Antes, em reunião ordinária, os deputados integrantes da Comissão de Educação aprovaram o requerimento da deputada Juliana Brizola (PDT), presidente do órgão técnico, para realização de audiência pública sobre Escola de Tempo Integral.
Antes, em reunião ordinária, os deputados integrantes da Comissão de Educação aprovaram o requerimento da deputada Juliana Brizola (PDT), presidente do órgão técnico, para realização de audiência pública sobre Escola de Tempo Integral.
Estiveram presentes na reunião o deputado Alceu Barbosa (PDT), Gilberto Capoani (PMDB), Ana Affonso (PT), Marisa Formolo (PT), Mano Changes (PP), Jorge Pozzobom (PSDB), Luciano Azevedo (PPS) e Carlos Gomes (PRB).
Fonte: AL/RS
