O deputado Giovani Feltes (PMDB) vai bater à porta da EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias), acompanhado de prefeitos e lideranças empresariais do principal roteiro turístico do estado, para saber do futuro das sete rodovias que integram o Polo de Gramado. Circula pela região a notícia de que, com o término do contrato de concessão previsto para dezembro, a EGR assumirá tão somente trechos das estradas onde existem praças de pedágio: RS 115 (Taquara-Gramado) e RS 235 (Nova Petrópolis-Gramado e Canela-São Francisco). Os demais passariam à responsabilidade do Daer.
A EGR quer ficar com o filé, mantendo o pedágio para todos os veículos que circulam nestas regiões, porém sem a contrapartida de manutenção em mais de 41 quilômetros, critica Feltes. Para ele, a suposta vantagem na redução da tarifa desaparece na medida que a estatal deixará de cuidar de várias rodovias, custo que será bancada por toda sociedade. “Aos poucos, todos perceberão que a promessa de adotar o modelo de pedágio comunitário com a EGR é mentirosa”, completou o deputado.
A RS 235 no trecho entre Gramado e Canela, mais a RS 020, tanto no contorno de São Francisco de Paula como no trajeto até Taquara, mais a RS 466 (Canela-Caracol), que hoje recebem manutenção do concessionário privado, passariam para o Daer, o que amplia o temor de que estas estradas ficarão abandonadas em seguida. A RS 020 já está com as obras de asfaltamento paralisadas entre São Chico e São José dos Ausentes, diante da conhecida ineficiência do governo estadual.
Há duas semanas, Feltes já coordenou audiência pública diante da decisão judicial ordenando que EGR e Daer assumam o monitoramento de oito pontos do Polo de Gramado com risco de rompimento de barreiras para evitar o que ocorreu em agosto de 2011, quando uma cortina se rompeu e trancou a RS 115 por mais de 30 dias. Em 2012, cerca de 3,8 milhões de veículos pagaram pedágio nas três praças que a EGR quer assumir.
Fonte: AL/RS
