Parlamentar sustentou ideia durante o I Fórum Mundial de Cooperativas Vitivinícolas, realizado em Caxias
“Temos que nos integrar para aproveitar os conhecimentos e as experiências positivas dos outros países e para socializarmos o que a nossa experiência com programas e políticas de incentivo ao cooperativismo”. A afirmação foi feita pela deputada Marisa Formolo (PT), na noite de segunda-feira (5), em Caxias do Sul, durante jantar de confraternização dos participantes do I Fórum Mundial de Cooperativas Vitivinícolas e II Encontro de Cooperativas Vitivinícolas UE-Mercosul, realizado em Caxias do Sul, ao defender a integração do Rio Grande do Sul ao Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para a América Latina e o Caribe.
A proposta foi bem recebida pelos representantes das cooperativas Vitivinícolas da Europa e do Mercosul, que também aprovaram durante o encontro, a realiza ações integradas para ampliar sua atuação no mercado e fortalecer a atividade produtiva. Marisa, que é secretária da Frente Parlamentar do Cooperativismo, também fez um relato da missão governamental realizada no final de setembro à Europa para conhecer a experiência europeia no cooperativismo. “Na Espanha e Itália, pudemos observar que as regiões menos afetadas pela crise econômica foram aquelas onde há o maior número de cooperativas”.
Entre as decisões, que serão encaminhadas aos dirigentes de cooperativas, aos encarregados pela gestão das organizações representativas do setor e aos governos, estratégias importantes para fortalecer o cooperativismo vinícola que responde por mais de 60% das commodities da produção vitícola de todo o mundo.
A primeira ação será a criação de um observatório para o compartilhamento mundial de informações sobre produção, mercado e preços do setor. O Presidente da FECOVINHO, Oscar Ló, disse que a partir desse observatório, as cooperativas vitivinícolas gaúchas poderão acompanhar a evolução das safras e definir estratégias de ação nos mercados. A segunda medida será a promoção de intercâmbio entre as cooperativas dos diversos países, com o envio de técnicos, enólogos,associados e dirigentes a outros países para compartilhar conhecimentos e promover o aprimoramento da gestão da atividade produtiva e dos negócios. O Presidente das Cooperativas do Vale d’Orbieu/França, Joel Castany, qualifica como vital essa iniciativa para o futuro das cooperativas, porque vai promover a transferência de conhecimento e tecnologias para as cooperativas ampliarem a sua capacidade de enfrentar o mercado globalizado e competitivo.
A terceira iniciativa conjunta será a ação política envolvendo os parlamentos estaduais e federais dos diferentes países para transmitir informações do setor e provocar a aprovação de leis que favoreçam a produção cooperativada. O Representante da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Adão Villaverde, que participou do evento, garantiu que o parlamento gaúcho vai implementar imediatamente uma iniciativa de apoio a essa decisão das cooperativas. Segundo o deputado, o apoio político é fundamental para fortalecer a atividade das cooperativas, que tem uma ação importante no desenvolvimento social e econômico das comunidades. “Vamos nos somar às cooperativas para implantar essa iniciativa”.
Outra decisão importante é que as organizações cooperativas irão solicitar à Organização Internacional do Vinho(OIV) à criação de uma seção específica no organismo para tratar da produção e comercialização das cooperativas Vitivinícolas e assegurar ao produtor melhor remuneração do trabalho, qualidade de vida e contribuir para o desenvolvimento local. As cooperativas decidiram solicitar a constituição de uma representação formal e permanente das cooperativas na OIV. O Fórum Mundial das Cooperativas prossegue até o meio-dia desta terça-feira.
Fonte: AL/RS
